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:: ‘turismo’

MOVIMENTAÇÃO NO AEROPORTO JORGE AMADO CRESCE 50% EM DEZEMBRO

Do Ilhéus 24h

Aeroporto Jorge Amado.

O aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, é considerado um dos mais importantes do sul baiano. O equipamento foi delegado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), em 2017 e vem passando por serviços de melhorias em sua estrutura. Foram feitas obras de requalificação, pintura e ampliação na frequência para pousos e decolagens.

A movimentação de passageiros no aeroporto aumentou cerca de 50% no mês de dezembro de 2018 em comparação ao mesmo período do ano anterior. No mês passado, aproximadamente 53 mil pessoas embarcaram ou desembarcaram no equipamento no sul baiano. Em dezembro de 2017, o aeroporto havia recebido 35 mil pessoas. 

“O terminal aeroportuário é um vetor de desenvolvimento econômico do sul do estado, principalmente na atração de turistas e negócios. Para dar mais comodidade aos usuários, melhorias estruturais e de operação foram feitas pelo Estado. Além disso, outras providências operacionais serão tomadas para requalificar o local”, destaca o secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti.

O crescimento também foi de 50% em relação ao número de frequência de voos no equipamento no sul do estado, que opera com aviação regular. Em dezembro do ano passado, foram 210 voos que passaram pelo aeroporto Jorge Amado. Enquanto que no mesmo período de 2017, a quantidade foi de 140 aeronaves utilizando o local.

INFORMAÇÕES TURÍSTICAS DE ILHÉUS DISPONÍVEIS NO WHATSAPP

Da Secom/Ilhéus

Alô

A Secretaria Municipal de Turismo e Esporte (Setur) de Ilhéus lança mais um importante serviço: o “Alô Turismo”. Através do número 73-98825-6741, a partir de hoje passa a ser oferecido um atendimento via WhatsApp, software utilizado por mais de um bilhão de pessoas em mais de 180 países. As pessoas que estiveram em busca de informações a respeito da cidade, podem acessar a ferramenta. As respostas serão imediatas.

“O serviço vai contribuir para aproximar não só o turista mas todo o trade local”, assegura o secretário interino da pasta, Hélio Ricardo de Jesus. Serviços de informações online garantirão uma série de orientações sobre a cidade. A implantação do projeto foi possível mediante a uma parceria firmada com a empresa Brasil Celular, representada pelo empresário Denys Brandão, que doou para a Setur um moderno aparelho celular que ficará em regime de plantão em mãos do técnicos da secretaria.

“Estamos em busca de outras parcerias como esta. Este modelo de gestão tem se mostrado cada vez mais eficiente”, diz Hélio Ricardo. Além da disponibilidade do número, serão confeccionados selos adesivos e distribuídos em toda rede hoteleira e pontos de serviços, dando assim uma amplitude na divulgação do Alô Turismo. A marca da iniciativa foi desenvolvida pela Secretaria Municipal de Comunicação.

Avanços – Hélio Ricardo lembrou que o atual governo, em apenas um ano, conseguiu promover a cidade, valorizar o esporte, a cultura e os eventos populares e tradicionais de Ilhéus. “A cidade finalmente definiu um calendário de eventos de janeiro a dezembro e foi visível o crescimento no fluxo de visitantes”, assegurou. Este avanço refletiu no número de paradas de transatlânticos no período da alta estação, com mais de 80 mil passageiros chegando pelo Porto de Malhado. Um número jamais alcançado até então.

O secretário interino citou eventos que contribuíram para estes avanços como o Vem Louvar Verão, Puxada do Mastro, Lavagem da Catedral, Iemanjá, Cavalgada de Castelo Novo, Circuito Náutico Salvador/Ilhéus, Rally dos Mares, São João dos Bairros, festejos juninos na sede e no interior, Festival Internacional do Cacau e do Chocolate, Campeonato Brasileiro de Pesca, Campeonato de Pesca Esportiva, Campeonato Baiano de Futevôlei, Projeto verão “viva ilhéus”, Corrida Cacau Running, o Réveillon, dentre outros.

Qualificação – A implementação do Pro-Turismo, um programa de qualificação destinado aos guias e taxistas da cidade foi outro ponto destacado do secretário interino. “Vamos avançar. Este ano sediar importantes eventos culturais e esportivos, aproveitar as belezas da cidade e sua história, as condições naturais para a prática de esportes náuticos e vamos atrair grandes eventos”, assegura Hélio Ricardo.

A indústria do turismo é responsável também por garantir o funcionamento de outros setores da economia, com destaque os sistemas de transporte e comunicação. Não obstante, as áreas econômicas relacionadas ao lazer, comércio, cultura, hotelaria e outras também mantém uma boa dinâmica quando o turismo é valorizado.

ILHÉUS: HÉLIO RICARDO ASSUMIRÁ O TURISMO

Do Tabuleiro

Helio, de camisa marrom.

O atual diretor de eventos da secretaria de turismo de Ilhéus, Hélio Ricardo (de camisa escura na foto), assumirá toda a pasta, de forma interina, a partir dia 1 de fevereiro. A decisão foi tomada após o pedido de exoneração do secretário Roberto Lobão (de camisa amarela).

A princípio, cogitou-se a ideia da pasta ser novamente integrada à secretaria de cultura, assumindo assim, também de forma interina, o recém-empossado secretário Pawlo Cidade. No entanto, o comando da secretaria de turismo pode ficar por definitivo nas mãos do Partido dos Trabalhadores (PT), que negocia o seu embarque no governo do prefeito Mário Alexandre, conforme antecipado mais cedo pelo O Tabuleiro (clique aqui).

REFORMADO, VESÚVIO GANHA NOVO “JORGE AMADO”

Do Tabuleiro

Em processo de finalização de obras de melhorias, o Bar Vesúvio, em Ilhéus, ganhou uma nova estátua do escritor Jorge Amado. A atração já é sucesso entre os visitantes e ganhou novas características.

DE CHOCOLATE E LITERATURA. ILHÉUS UM POLO TURÍSTICO?

Por Tica Simões

Ainda com o gosto do chocolate do Festival Internacional do Chocolate e Cacau (20 a 23/07), lembro o próximo 10 de agosto – aniversário de nascimento do nosso escritor maior, Jorge Amado. Naturalmente o festival, já na sua 9ª edição exitosa, tem trazido a Ilhéus inúmeras pessoas interessadas no chocolate e, outras, em realizar negócios relativos ao produto. Mas é verdade, também, que Ilhéus atrai visitantes por sua história, por sua literatura. Como sabemos, o cacau é presença temática no imaginário ficcional sulbaiano.

Cozinha Show com o chef Lucas Corazza_foto Divulgação

Não é novidade dizer que foi Jorge Amado quem iniciou o ciclo do Cacau da Literatura Brasileira nos anos 30, do século XX.Foi o tempo de uma região monocultora, de identidade sócioeconômica e cultural  de referência nacional e internacional. Ilhéus, município centro da lavoura cacaueira, também foi gerador de dramas. A Literatura conta a ambiência, a formação da nação grapiúna: do seu povo, da sua cultura, das suas origens. Anos 70, período áureo da Região do Cacau, foi tempo de muita riqueza na terra dos frutos de ouro.  A partir de 1989, o surgimento da praga da vassoura-de-bruxa (somada às anteriores, como a podridão parda) mudou o cenário de riqueza.

Nesse percurso, do apogeu à crise, o cacau e seus dramas foram tematizados na saga da nação grapiuna. O leitor  acompanha todo esse processo através dos textos literários, onde o contador de histórias relata a origem e o crescimento da civilização do cacau, o desenvolvimento de Ilhéus, o nascimento de Tabocas, depois Itabuna; denuncia as injustiças sociais, traça o perfil do coronel a sua prepotência; relata a servidão dos trabalhadores rurais; foca ademonstração da força política, do poder do mais forte,  descreve a identidade do grapiúna.

Vista aérea

Socialmente, com a crise da lavoura,a região passa a enxergar o quê, antes, o brilho do cacau não deixava ver: a sua singularidade – estar situada no coração da Mata Atlântica remanescente, na biosfera do descobrimento do Brasil e num dos litorais mais belos do país.Então, a região  empobrecida busca formas de sobrevivência, busca alternativas.  O turismo é uma delas.

Hoje, linkando literatura e turismo,  o tema cacau é potencializado como atração turístico-cultural. A ficção,  lida nos quatro cantos do mundo (principalmente a obra de Jorge Amado), fez leitores tornarem-se turistas à procura de re-conhecer o local imaginado.  Assim, a  literatura funciona como agenciadora do trânsito: de leitora turista (da ficção); de turista a leitor (da cidade); e o cacau é o mote.Nesse entendimento, o turismo, enquanto processo de viagem, cresce como atividade cultural e de impacto na economia e desenvolvimento das localidades.A literatura,veiculadora da cultura, é aqui olhada como fenômeno instigador do turismo.Dessa forma, operar o turismo através dela, implica uma compreensão do funcionamento do mercado cultural no contexto globalizado. É maneira de valorização do discurso literário e do bem simbólico local, consubstancializado para o turista através do patrimônio local.

Nessa perspectiva,a conciliação do estético com o turismofaz ressaltar a importância da cidade como cenário ficcional. Ao interpretar o ficcionalizado, o leitor tem a sua curiosidade aguçada para conhecer um mundo não familiar. Movido pela vontade de ver a paisagem que inspirou o texto literário, “passeia” pela cidade que a ficção oferece. Assim nasce o leitor-turista. Porém, não satisfeitosomente com a mobilidade ficcional, ele quer “ler” /ver, ao vivo e a cores, os locais reais tomados pela ficção. De leitor a turista é um passo: aquele que a mobilidade e o trânsito permitem. Torna-se turista-leitor, viajando para re-conhecer e observar as re-significações daquelas cidades, antes “visitadas” através da leitura. Ilhéus, berço da história do Cacau da Bahia, centro da sua produção e do seu consumo, é exemplo disso.Devido ao alcance da recepção da sua obra, Jorge Amado conquista turistas de múltiplas nacionalidades que, estando em locais os mais diversos, visitam a cidade apresentada nas páginas dos vários livros da saga cacaueira.  Isso porque, passando de leitor a turista, o tornado turista-leitor desloca-se em busca de reconhecer a região das páginas literárias. Mais recentemente, alguns vêm, anualmente, também visitar e degustar  no Festival Internacional de Chocolate e Cacau; neste ano, o festival foi acrescentado  de exposição sobre as memórias do cacau, em homenagem ao incentivador do chocolate, o cidadão Barão de Popoff.

Assim, tem chegado a Ilhéus um turista-leitor ávido por provar o fruto do cacau eo chocolate. Porre-conhecer a Gabriela, o Vesúvio, o Bataclan… Sentar na praça da catedral, ou andar nas ruas estreitas da cidade por onde passavam Malvina e Gerusa. Ansioso por “ler” a cidade como texto cultural.  Mas a decadência da lavoura atingiu a cidade. Os palacetes dos coronéis estão desabitados ou transformados. Enquanto o turista busca o reconhecimento, a presença do imaginário do cacau da obra literária se faz, para o ilheense, reconfigurada em exploração turística. Sentindo-se um tanto dono da “marca”, ele busca explorar o quê o imaginário do cacau produziu. Faz a sua cidade re-ler a literatura através de apelos semióticos. Agora, o turista-leitor encontra um Bataclan restaurado fisicamente e ressignificado; um Vesúvio transformado em restaurante; a casa de Jorge Amado, em museu da sua vida e obra; um Centro de vendas de artesanato, tendo o cacau e suas variações como elemento temático a ser oferecido ao consumo do turista… O signo Gabriela está por toda a parte; atrai pela beleza, sensualidade, cheiro (de cravo e canela), instituindo o “tipo” Grabriela, vinculada ao tempo áureo do cacau, estabelecendo “pontes” entre o imaginado e o real. Dessa forma, passa a acontecer a relação entre os ilheenses e os turistas, na maneira de receber, de comer, de viver; tal relação,sem dúvida, contribui para a cidadania cultural locale para o desenvolvimento regional.

Por essas reflexões, retomo a questão inicial entendendo que a literatura, especialmente a amadiana, contribui para atrair turistas para região e para Ilhéus, município capital do cacau.Pólo turístico- por suariqueza histórica, excepcional  beleza natural e, mais, pelo chocolate e pelaliteratura -,  Ilhéus é merecedora de uma administração pública que valorize e impulsione o seu potencial.

Tica Simões / Maria de Lourdes Netto Simões. Pós-doutora em Literatura Comparada e Turismo Cultural. Ensaista. Consultora para assuntos literários e culturais. Professora/pesquisadora, aposentada da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC. Agenda 34.



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