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:: ‘sindtaxi’

VEREADOR FILHO DE DONO DE TÁXIS QUER FIM DO UBER EM ILHÉUS

Do Ilhéus 24h

Fabrício

Na sessão desta quarta-feira (13), o vereador Fabrício Nascimento apresentou ao plenário da Câmara de Vereadores de Ilhéus o Projeto de Lei nº 157/2017, que dispõe sobre a proibição do Uber em Ilhéus.

Na justificativa, Fabrício alega que a ausência de vistoria municipal ou estadual torna o serviço inseguro para os usuários. O projeto de lei ainda determina a multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) como penalidade para aqueles que contrariarem a proibição do Uber em Ilhéus.

O projeto será submetido ao plenário da Câmara de Vereadores para votação nas próximas semanas.

Comentário do Blog: O vereador Fabrício é filho e herdeiro político do ex-vereador e presidente da Câmara de Ilhéus, Jailson Nascimento. Jailson é também presidente do SindiTáxi e, possivelmente, dono da maior frota de táxis da cidade. Daí o interesse em barrar um concorrente na cidade.

EDITORIAL: O PROBLEMA DAS LOTAÇÕES NUNCA SERÁ RESOLVIDO EM ILHÉUS

À esquerda, Marão com motoristas de lotação. À direita, com taxistas. Fotos da Secom Ilhéus.

O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD), se virou pra abrir espaço em sua agenda, por duas vezes na última semana, para receber dois setores do transporte coletivo considerados antagônicos, os taxistas, que operam concessões públicas, e motoristas do transporte clandestino, responsáveis pelas lotações.

As reuniões aconteceram na quinta e sexta da última semana, dias 2 e 3, no centro administrativo, no bairro Conquista. O encontro com os motoristas de lotação se deu primeiro o que, claro, gerou pressão dos taxistas. Marão teve de ceder e recebê-los.

Os encontros tiveram pautas distintas: a legalização das lotações, e um esforço maior do poder público para combater justamente essa prática. Os pleitos, distintos, afetam em cheio os dois lados, sem contar uma terceira interessada, a associação das empresas de transporte coletivo, talvez as mais culpadas e também afetadas pela multiplicação das lotações.

Há de se reconhecer que as lotações cumprem o papel de tapar o buraco deixado tanto por taxistas, quanto pelas empresas de transporte coletivo. É fácil encontrar motorista de táxi que dispensa corridas curtas, por exemplo, ou aqueles que não usam o taxímetro. No sistema coletivo, os problemas vão desde horários não cumpridos a ônibus sujos e funcionários desmotivados, que acabam por penalizar ainda mais o passageiro.

Nesse vácuo, surgem as lotações. Antes, eram carros antigos, com pouca segurança. Hoje, usam, inclusive, marcação de horários pelo whatsapp e identificação dos veículos. A prática, ilegal, acaba por encontrar lastro na ineficiência do que é legal, mas pouco fiscalizado.

Nessa seara, o prefeito Mário Alexandre, que recebeu os representantes de taxistas e de motoristas de lotação, se comprometeu a criar comissão para estudar os casos. Estudar, nesse contexto, quer dizer enrolar. A ideia é empurrar o problema à espera de auto-organizarão das partes, ou do tensionamento, que pode levar a conseqüências duras.

Os interesses de taxistas, motoristas de lotação e empresas de transporte coletivo não podem ser conciliados. A pressão de empresas como São Miguel e Viametro, que faturam milhões por ano, e de mais de 400 taxistas que possuem representação na câmara de vereadores, nunca permitirão a regulamentação do serviço complementar.

Mas Mário Alexandre se recusa a dizer não à pauta das lotações, talvez já antecipando evitar desgastes para as próximas eleições.



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