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:: ‘peça’

CARAVANA TRÊS MARIAS SE APRESENTA EM ILHÉUS

Da Ascom/TPI

Peça

Fechando a programação do mês de abril na Tenda Teatro Popular de Ilhéus tem a “Caravana Três Marias”, nos dias 27, 28 e 29 (de sexta-feira a domingo). Três espetáculos solos de Salvador vêm à cidade, com linguagens e estéticas bem diferentes, porém com os nomes de suas personagens  em comum: Maria. O projeto tem como objetivo promover meios de sustentabilidade de espetáculos solos, estimulando o encontro e trocas de experiências entre artistas e profissionais da cena, bem como questionar sua posição nas atuais políticas e práticas culturais.

Na sexta-feira (27/03), às 20h, a atriz Simone Brault vive Dolores Maria, uma travesti carismática e performática no “Solo Almodóvar”. Além das discussões de gênero e sexualidade, a montagem inspirada no universo de Pedro Almodóvar diverte e estabelece uma cumplicidade com o público. O espetáculo mescla realidade e ficção com sarcasmo, humor, tragédia e melodrama entremeados por músicas utilizadas nas películas.

Sábado (28/04) acontece “Amanheceu”, às 20h, com Juliana Bebé. O espetáculo discorre sobre o dia a dia de mais uma Maria, costureira, fã de música sertaneja que passa as madrugadas trabalhando, para entregar suas encomendas tendo como companheiro um rádio. Maria da Silva, leva sua vida tranquilamente, com leveza e humor, até que numa noite insone acaba tomando conhecimento, através de seu rádio, de casos de violência contra a mulher. O espetáculo traz à tona, de forma inusitada com humor e reflexão, temáticas sobre a violência contra a mulher. Vale destacar também o uso de extrema sutileza para transitar entre a comédia (gênero que predomina no solo) e o drama. A música original é composta por Milton Nascimento especialmente para o espetáculo.

 Domingo (29/04), às 19h é a vez de Bruno de Souza viver “Benedita”.  O solo traz à tona a preservação de Patrimônio Imaterial Cultural quando leva o público a conhecer de perto Maria Benedita, uma simpática senhora genuinamente brasileira, contadora de histórias, lavadeira-curandeira-bruxa-feiticeira, com uma imponente relação com o misticismo e com o indizível. Ela perpassa o curandeirismo e a espiritualidade, traços inerentes à cultura popular e brinda o espectador com histórias de riso, amor, tragédia e solidão.

A Tenda TPI fica localizada na Av. Soares Lopes e é administrada pelo Teatro Popular de Ilhéus, instituição cultural mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

GRUPO DE TEATRO DO INTERIOR OCUPARÁ ESPAÇO DA SECULT EM SALVADOR

O grupo

O Santo e a Porca, da obra de Ariano Suassuna, montagem da Cia. Acordada com as máscaras da commedia dell’arte, estará em cartaz pela primeira vez na capital baiana, nos dias 16 e 17 de março, em comemoração ao mês do teatro e do circo.

A circulação do espetáculo tem apoio da Secretária de Cultura do Estado da Bahia, através da Convocatória Ocupe Seu Espaço. O espetáculo estreou em dezembro de 2016 e participou da 2ª Edição do Polo Teatral – Festival de Teatro do Interior da Bahia, foi indicado ao prêmio Braskem de Teatro 2017 e realizou apresentações em Serra Grande, Ilhéus, Itabuna e Jequié.

A Cia. tem apoio do Circo da Lua e para esse empreitada em Salvador conta com a parceria da Acosta Produções Artísticas, representada pela produtora local, Noemi Fonseca. O edital não custeia os gastos com transporte, alimentação, hospedagem e produção local, por isso, a equipe completa, entre atores e técnicos, num total de 10 pessoas, em pleno consenso, abre mão de seus cachês individuais para pagar as despesas da curta temporada na capital. A Cia. é movida por valores muito além de provisões financeiras, pois a bandeira defendida é mostrar a força do teatro do interior da Bahia.

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CIA ACORDADA APRESENTA ESPETÁCULO EM JEQUIÉ

A peça

No dia 21 de outubro, O Santo e a Porca, peça indicada ao Prêmio Braskem de Teatro 2017 estará em cartaz na cidade de Jequié no Centro de Cultura ACM às 20 horas. O projeto tem o apoio do Circo da Lua, apoio gráfico do Criadouro Soluções Culturais e apoio institucional do Governo do Estado, através do Ocupe Seu Espaço, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

A montagem da Cia. Acordada da obra de Ariano Suassuna traz a cena o teatro de máscaras conhecido como commedia dell’arte que surgiu na Itália no começo do século XVI, que mistura o teatro literário culto com o popular. Um teatro itinerante que se apresentava e se adequava a qualquer espaço, sejam vilas, cidades ou lugarejos na Europa. A peça escrita por Suassuna é uma adaptação da Comedia das Panelas do autor romano Plauto e do Avarento do francês Molière. Os personagens são arquétipos baseados em três categoria, a dos criados, dos patrões e dos enamorados.

O velho avarento, Euricão Engole Cobra, guardou todo dinheiro acumulado em sua vida dentro de uma porca de madeira, enquanto engana a todos em sua volta gritando a todos os cantos que é um pobre miserável. Ele sonha em casar sua única filha com um homem rico e explora sua empregada, mantendo-a apenas com teto e comida. Ele é devoto de Santo Antônio e enxerga a divindade como um herói protetor da sua porca. O velho apresenta todas as características típicas de um vilão, mas é tão bobo em sua forma de agir e enxergar o mundo que o público não consegue odiá-lo, ele faz parte do núcleo dos patrões e sua máscara é conhecida como Pantaleão. O ator Ed Paixão, interprete do personagem, usa como força motriz em sua construção, a imagem do touro bravo que se projeta no corpo e no texto durante todo o espetáculo.

A criada Caroba, interpretada pela atriz Ivana Nístico, é muito esperta e ligeira em suas tramoias, sonha em ter um pedaço de terra para morar com seu par romântico Pinhão e para esse fim, ela joga, manipula e usa as pessoas como marionetes, muito similar ao personagem João Grilo do Auto da Compadecida. O grande desafio da criada é manter as suas mentiras, e na trama, a verdade pode vim à tona num piscar de olhos. Por isso em nenhum momento a personagem relaxa, sempre inventando novas mentiras quando corre perigo de ser descoberta e tudo vim por água baixo. Sua máscara é fundamentada na Colombina.

O criado Pinhão, interpretado pelo ator Mateo Crevatin, segue pelo caminho da máscara do Arlequim, que como práxis na commedia dell’arte, ama Colombina e deseja se casar com ela. Ele é o antagonista do velho Euricão e é aquele que desfere o golpe mais violento no avarento durante a peça.

A história é contada com sete personagens em cena e um músico executando a trilha sonora, os atores também cantam e tocam durante o espetáculo. Nessa nova apresentação, a máscara da personagem Benona, irmã mais nova de Euricão, é assumida pela atriz e diretora Paulina Ojeda que é doutora em Artes Cênicas pela UFBA.

A Cia. Acordada é composta por atores argentinos, chilenos e brasileiros e há dois anos tem trabalhado colaborativamente em todos os setores de produção para chegar ao resultado final.



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