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:: ‘mário alexandre’

PREFEITO QUER CONTINUAR DANÇANDO NA BOQUINHA DA GARRAFA, AFIRMA DONO DO HOSPITAL DE ILHÉUS

Jorge Viana.

A polêmica da renovação do contrato do Hospital de Ilhéus com a prefeitura para atendimento pediátrico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) parece longe de terminar.

Durante entrevista a um programa da rádio Gabriela FM, nesta terça, dia 26, o médico Jorge Viana, dono do Hospital de Ilhéus, afirmou que tentou se reunir com o prefeito Mário Alexandre por várias vezes, mas que o gestor sempre estava fora da cidade e que hoje não sabe se ele está em Brasília, Salvador “ou dançando na boquinha da garrafa”.

A declaração polêmica de Viana reforça conversas que vazaram de um grupo do aplicativo whatsapp, nas quais o médico afirma que o prefeito “quer continuar dançando na boquinha da garrafa” e reclama das tentativas frustradas de se reunir co Mário Alexandre para tratar da renovação contratual.

Como informamos em nota (que pode ser lida abaixo), o contrato para atendimento pediátrico na unidade será suspenso nessa quarta, dia 27. Isso implica, segundo Viana, na remoção de 14 crianças que estão internadas no Hospital de Ilhéus.

Em nota, a prefeitura afirma que tentou renovar o contrato, mas esbarrou numa exigência de acréscimo de 100 mil reais mensais para continuar a oferecer o serviço.

Atualizado às 13h05min

Durante a entrevista, Jorge Viana revelou que o município não cumpriu parte do acordo que previa a cessão de médicos para auxiliar no atendimento e que, por isso, exige o aumento do valor pago pela prefeitura para manter o serviço.

Sobre as 14 crianças internadas na unidade, o médico afirmou já ter comunicado a secretaria de Saúde sobre o problema, mas que não recebeu qualquer posicionamento ate essa terça.

NAZAL: “NÃO TENHO NENHUMA BRIGA COM MÁRIO”

Do Blog do Gusmão

Nazal

Nesta quinta-feira (11), o blog Pimenta publicou matéria em que o secretário de Comunicação de Ilhéus, Alcides Kruchewsky, atribuiu a oposicionistas a origem de intrigas sobre o governo municipal. Segundo Alcides, quem apostar no rompimento entre o prefeito Mário Alexandre (PSD) e o vice-prefeito José Nazal (Rede Sustentabilidade) vai perder.

Hoje, em conversa por telefone com o Blog do Gusmão, Nazal disse que esse tipo de atitude atribuída à oposição “faz parte do jogo político”, mas, não abala seu relacionamento com o prefeito. “Não tenho nenhuma briga com Mário, e em nenhum momento tivemos”.

No dia 2 de janeiro de 2018, a Comissão Provisória da Rede Sustentabilidade em Ilhéus emitiu uma notacontra o aumento de 12% na tarifa de ônibus do município. Perguntamos ao vice-prefeito se ele considerou a manifestação partidária oportuna. “Marcou a posição do partido. Eu não sou o partido sozinho”, respondeu.

Na matéria do Pimenta, o secretário de Comunicação afasta a ideia de que forças internas estariam dispostas a prejudicar o vice-prefeito na gestão. Na verdade, segundo Alcides, o consenso dentro do governo é justamente em defesa do fortalecimento de Nazal, para que ele assuma maiores compromissos como representante da cidade nos momentos em que o prefeito se ausentar para cumprir agendas externas.

Na conversa de hoje com o este blog, Nazal explicou que não partirá dele a iniciativa de assumir, dentro do governo, responsabilidades além das que mantém como vice-prefeito e secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável. “Mas não vou me furtar a responsabilidade que assumi desde quando nos candidatamos e fomos vencedores. Eu tenho obrigação de dar conta do que a gente se propôs. Disso eu tenho consciência. Se eu quisesse ser só vice-prefeito e ficar de boa, eu diria que não tenho responsabilidades. Mas eu estou dentro do governo, porque quero dar conta da cidade, quero dar conta das discussões feitas durante a campanha [eleitoral]”, garantiu.

No fim do telefonema, solicitamos que o vice-prefeito fizesse uma síntese sobre o primeiro ano da gestão. Em resposta, tratou de uma característica que considera importante, apesar de ser “uma coisa que ninguém percebe, porque isso não é visível no momento – você só vai ver depois, que é a relação de abertura do governo com os servidores e a sociedade. [A gestão atual criou] espaços para ouvir e ser ouvida, isso é diferente dos outros governos. Nisso a gente avançou”.

Para ilustrar o que disse, Nazal lembrou ao blog que atendeu a nossa chamada telefônica no primeiro toque, mesmo tendo sido feita a partir de um número não identificado no seu celular. “Eu lhe atendi na mesma hora, como atendo todo mundo, porque a gente dá resposta às pessoas. Esse é um diferencial que não se percebe na hora. A gente tem muitas coisas que precisam melhorar, mas esse já é um crescimento”.

MARÃO ABRAÇA EMPRESÁRIOS DE ÔNIBUS E DÁ AS COSTAS AO ILHEENSE

Editorial

Marão, ao lado de Junior Reis, herdeiro do ex-prefeito e dono de empresas de ônibus, Valderico Reis (à esquerda), e do deputado federal e dono do grupo Brasileiro (a que pertence a Viametro), Ronaldo Carletto. A foto foi feita há pouco mais de uma semana.

As empresas pediram e o prefeito Mário Alexandre concedeu o reajuste da tarifa do transporte coletivo de Ilhéus sem pestanejar. O presente de natal de Marão aos empresários foi em tempo recorde. Na segunda-feira, dia 18, o pedido foi aprovado pelo conselho de transporte. Ontem, quinta, dia 21, o diário oficial do município já trazia o decreto. O ilheense vai pagar R$ 3,50 para ir do centro ao Pontal, por exemplo. Na capital, Salvador, a tarifa custa R$ 3,60, com direito à integração com outros ônibus ou com o metrô.

O reajuste concedido por Marão beira os 13% sobre o valor atual da tarifa, que é de R$ 3,10 e vale a partir de 30 de dezembro. Um presente para os empresários e uma bomba para o trabalhador, que viu o salário mínimo subir modestos 3%, saindo de 937 para 965 reais.

O aumento da passagem é mais de 4 vezes o percentual concedido para o salário mínimo e quatro vezes maior também que a inflação acumulada em 2017, que vai fechar em 2,94%, estima o Banco Central.

Esses números não mentem e deixam no ilheense a sensação de que o poder público trabalha para beneficiar empresas e não a população. O aumento acima da inflação e do reajuste do salário mínimo dá a entender isso.

Como contrapartida, a prefeitura exige das empresas, no prazo de dois meses, a disponibilização de 20 ônibus, 10 de cada, com wifi e ar condicionado a bordo. Não dá pra entender como esses dois elementos vão melhorar um sistema de transporte coletivo caótico, deficitário, sucateado e, sobretudo, injusto.

Injusto porque cobra de quem vai do terminal urbano ao bairro do Pontal (um trajeto inferior a 3 quilômetros), o mesmo valor de quem precisa se deslocar para o interior, por exemplo. Não defendemos penalizar o povo do campo, mas sim a busca por uma fórmula que equalize o problema.

Por fim, não havia como o prefeito Mário Alexandre encerrar, de forma mais trágica, seu primeiro ano à frente da administração municipal. O reajuste, como se deu, é uma demonstração clara de que o gestor está de costas para o ilheense e de braços dados com o empresariado.

ÂNGELA SOUSA É INVESTIGADA POR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Ângela Sousa.

A deputada estadual Ângela Sousa (PSD), de Ilhéus, continua sendo investigada por suposta participação em organização criminosa no Inquérito Policial 628/2013, que gerou processo na justiça federal número 0040451-77.2015.4.01.0000. O caso veio à tona na última semana e levanta suspeita da participação da parlamentar num esquema de corrupção chefiado pelo empresário Kells Belarmino Mendes, que envolvia fraudes à licitação e desvio de recursos públicos (lembre aqui).

A parlamentar foi delatada no bojo do inquérito policial instaurado para apurar a suposta prática de crime de fraude em licitação no município de Una, no sul baiano, na contratação da Ktech Key Technology LTDA, pertencente a Belarmino Mendes.

De acordo com a delação premiada, o acerto para a realização da licitação e contratação da Ktech foi de que o empresário “teria que entregar 30% do valor de cada fatura quitada pela prefeitura para o prefeito” e “que a deputada estadual Ângela Sousa iria receber o equivalente a 5% do valor das faturas”.

Como relatado pela própria deputada em nota enviada à imprensa, a justiça federal arquivou o processo que se referia à participação de Ângela no caso isolado da cidade de Una, porque a licitação fraudulenta não chegou a ser realizada. No entanto, pela suposta orquestração com o objetivo de fraudar, a investigação continua.

” A atuação da parlamentar no município de Una, embora não tenha ensejado o desvio dos recursos públicos em razão do cancelamento do contrato, será objeto de investigação no âmbito do Inquérito Policial 628/2013, processo 0040451-77.2015.4.01.0000, que apura o crime de Organização Criminosa, Lei 2.850/2013”, explicou o desembargador Cândido Ribeiro.

Em abril deste ano, os advogados da parlamentar pessedista entraram com um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo que o inquérito em que é investigada fosse suspenso, mas a ministra Maria Thereza de Assis Moura rejeitou o pleito. O processo envolve ainda dois ex-assessores da deputada.

Em sua defesa, a deputada Ângela Sousa nega envolvimento nas fraudes. “Não tenho nada de envolvimento com isso. Eu não tinha nem prefeitos. A deputada aqui trabalha muito com associações, eu não tinha prefeito na época”, disse, rebatendo a afirmação de que seria responsável por aliciar prefeitos para a quadrilha administrada por Belarmino Mendes.

Comentário do Blog

Apesar de ser delicada a situação da deputada, é claro o entendimento de que uma delação carece de provas pra ser considerada. 

GOVERNO MARÃO MANTÉM CONTRATOS COM EMPRESAS QUE FRAUDARAM LICITAÇÕES

Marão assinou aditivos de contratos de empresas que fraudavam licitações.

O esquema de superfaturamento e direcionamento de licitações na secretaria de Desenvolvimento Social de Ilhéus, desbaratado pela operação Citrus nesta terça, dia 21, existe desde 2009. Nesse tempo, ultrapassou duas gestões municipais diferentes e pode chegar à atual, sob o comando do prefeito Mário Alexandre.

Desde lá, foram 20 milhões de reais faturados, num esquema arquitetado pelo empresário Enoch Andrade com o apoio de agentes públicos, como afirmou durante entrevista coletiva o coordenador da operação, o promotor público Frank Ferreira.

Aditivo com a empresa Noeval, que pertence a laranjas de Enoch Andrade. Clique para ampliar.

O promotor afirma não ter provas da participação dos ex-gestores Newton Lima e Jabes Ribeiro, muito menos da contribuição para o esquema do hoje prefeito Mário Alexandre. No entanto, o atual governo mantém pelo menos dois contratos com empresas que fazem parte do jogo de fraudes. Em suma, a permanência dos contratos não evidencia problemas

Firmados no governo anterior, os contratos de número 120 e 121 de 2016 têm como vencedoras das licitações as empresas Noeval Santana de Carvalho Me e Marileide S. Silva De Ilhéus – Epp, ambos para aquisição de alimentos.

O contrato em nome da empresa Marileide S. Silva, inclusive, foi prorrogado visando a compra de alimentos para a merenda escolar. Já o que está em nome da Noeval Santana de Carvalho não designa qual o destino dos gêneros alimentícios.

Aditivo da Marileide.

As duas firmas, de acordo com o Ministério Público da Bahia, estão no nome de laranjas. A Marileide pertenceria ao empresário Enoch Andrade. Em nome de Enoch, existe uma única empresa, a Andrade Multicompras. A investigação revelou que era, na realidade, a Andrade quem fornecia o material que deveria ser entregue pelas verdadeiras vencedoras das licitações.

No Portal da Transparência, os valores dos aditivos já pagos nos dois primeiros meses deste ano, somados , chegam a 285 mil reais. Mas, como houve prorrogação contratual, eles valem até julho deste ano e os repasses podem aumentar.  Resta saber se o prefeito Mário Alexandre vai romper ou manter os contratos.

Investigação

A operação, que reuniu mais de 80 policiais civis, 15 delegados e promotores públicos de Ilhéus, Vitória da Conquista, Feira de Santana e Salvador, prendeu seis pessoas e conduziu outras 6 para prestar depoimento. Entre os presos estão os ex-secretários municipais de Desenvolvimento Social, Jamil Ocké (atualmente vereador) e Kácio Brandão, e os empresários Wellington Andrade Novais, Enoch Andrade, Tayane Lopes e Lucival Bomfim Roque.

São acusados de fraudar e direcionar processos licitatórios para que fossem vencidos por empresas de fachada mantidas por Enoch Andrade. O MP acusa os envolvidos ainda de superfaturar produtos usados no cotidiano da administração municipal, a exemplo de alimentos e material de escritório.

IDOSO DISPENSADO DO HOSPITAL REGIONAL DE ILHÉUS TEM DE PAGAR PRA FAZER CURATIVOS EM CASA

José Manoel.

Na última terça, dia 21, contamos aqui o drama do idoso José Manoel Borges Santana. Ele sofreu acidente de moto, ficou internado por mais de um mês à espera de uma cirurgia de enxerto no braço e, um dia antes do procedimento, recebeu alta do Hospital Regional de Ilhéus porque a médica que faria o serviço entrou de férias (lembre aqui).

Até agora, a direção do hospital não se posicionou sobre o assunto e seu José teve mesmo de ir pra casa. Mas, o quadro se tornou ainda mais grave depois que familiares do idoso procuraram a unidade de saúde da Urbis para realizar os curativos diários no braço.

A filha de José Manoel contou ao ILHÉUS EM RESUMO que a unidade de saúde, mantida pela Prefeitura de Ilhéus, não possui material para curativos. A saída foi coçar o bolso e gastar cerca de 200 reais pra comprar álcool, esparadrapo, soro, gazes e ter de fazer os procedimentos em casa. Isso, claro, sem contar o desembolso com medicamentos.

Não custa lembrar que o prefeito Mário Alexandre decretou situação de emergência na Saúde há mais de um mês, justamente para comprar insumos e manter as unidades de saúde funcionando. Mas parece que não está dando certo.



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