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:: ‘artigo’

CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS DA POLÍTICA ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL

Por Josimar Ferreira

Implementado em junho de 2017 no âmbito das Universidades Públicas Estaduais da Bahia, o Projeto Estadual de Auxílio Permanência, denominado “Programa Mais Futuro” (Lei nº 13.458), configura uma grande conquista do movimento estudantil baiano e um importante passo dado pelo Estado da Bahia na implementação de políticas públicas que garantam a permanência de estudantes em condições de vulnerabilidade socioeconômica nas Universidades Públicas Estaduais.

O Programa oferece auxílio financeiro a estudantes de graduação presencial por até 2/3 (dois terços) iniciais do período de duração total do curso em que estão regularmente matriculadas/os. Após a conclusão dos 2/3 (dois terços) iniciais, as/os estudantes beneficiárias/os têm a opção e prioridade para ingressar nas vagas de estágio de nível superior ofertadas pela Administração Pública direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo Estadual.

As discussões sobre a minuta desse Projeto de Lei foram aprofundadas durante o II Seminário de Assistência Estudantil das Universidades Estaduais da Bahia (UEBAs), em setembro de 2013, oportunidade em que as e os estudantes presentes puderem discutir coletivamente com seus pares e setores do Governo do Estado uma proposta de Política Estadual de Assistência Estudantil. No entanto, o Projeto de Lei somente foi aprovado em dezembro de 2015 pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) sem levar em consideração inúmeras reivindicações apresentadas pelos Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs) durante o seminário, ainda sob forte mobilização estudantil e repressão da polícia administrativa.

Diferentemente do que afirma o Governo do Estado, observa-se então que a maneira como foi implementado e vem sendo executado, o Mais Futuro dificilmente tem minimizado as desigualdades sociais nas UEBAs, conforme prevê a Lei. Nos últimos editais, por exemplo, várias/os estudantes ficaram o semestre inteiro desassistidas/os, situações que contribuem para o aumento da taxa de evasão nos cursos de graduação. Levantamento que vem sendo elaborado pelo DCE Livre Carlos Marighella.

Além disso, há de se considerar que a renda de uma pessoa e/ou a vulnerabilidade social é uma condição indeterminada e não previsível, podendo haver alterações ao decorrer do tempo. Desse modo, o acesso ao programa deveria ser em fluxo contínuo, ou seja, as e os estudantes acessem ao Programa a qualquer tempo do curso, não apenas em datas fixadas por meio de editais. Outro aspecto extremamente excludente e meritocrático é a imposição de trancamento de somente duas disciplinas ao longo de todo o curso, tal imposição destoa do objetivo de assistir e permitir que a população estudantil em vulnerabilidade socioeconômica se mantenha em condições favoráveis de conclusão da graduação, desconsiderando os diversos fatores que englobam a realidade das Instituições de Ensino Superior, a exemplo da falta de professores e as especificidades de cada curso, também por que cada Universidade possui um calendário acadêmico que dificilmente segue a mesma dinâmica, bem como cada Campi possui suas singularidades.

Nesse sentido, o Estado não pode assumir uma lógica puramente assistencialista, devendo pensar na formulação de uma Política Estadual de Assistência Estudantil que leve em consideração outros elementos da permanência estudantil, como: a construção, ampliação e manutenção de restaurantes universitários; garantia de uma política de creches e apoio as estudantes mães; construção de residências universitárias e compromisso com a política de moradia estudantil; fomento ao esporte, cultura e lazer no âmbito das universidades estaduais; bem como a criação de núcleos de atendimento biopsicossocial para atender a demanda da comunidade acadêmica.

O caminho a ser seguido é a abertura de canais de diálogo contínuos e efetivos com as entidades de representação estudantil e as Instituições de Ensino, com objetivo de realizar uma avaliação sistemática que possa fomentar a criação de instrumentos de acompanhamento, monitoramento e fiscalização na garantia de diminuição da desigualdade social estrutural presente nas Universidades Públicas Estaduais. Compromisso assumido pelo governador Rui Costa com os DCEs nos encontros do Programa de Governo Participativo (PGP) em 2018, compromisso do qual não poderá se furtar nesse segundo mandato.

O autor Josimar Ferreira é estudante de Licenciatura em Química (UESC), Coordenador Geral do DCE Livre Carlos Marighella e Dirigente Estadual do Coletivo Quilombo.

BOA RELAÇÃO PRESERVA DIÁLOGO COM O ESTADO E FAVORECE AS CONQUISTAS NA SAÚDE

Por Alcides Kruschewsky, secretário de Comunicação da Prefeitura de Ilhéus

Tudo isso tornou-se possível graças ao distensionamento das relações políticas e pessoais entre os gestores das diferentes esferas governamentais. Com diálogo, mesmo com divergências de pontos de vista, os resultados aparecem e a população será beneficiada.

Diferente do azedume que interrompeu os entendimentos na área de saúde entre o governo da Bahia e o governo de Ilhéus, especialmente após a nomeação do médico Claudio Moura Costa para a direção do Hospital Regional LVF, de quem o ex prefeito é desafeto, a relação respeitosa entre os representantes estaduais e municipais favorece o diálogo e a população já consegue sentir os resultados positivos. O governo do estado vai investir mais 15 milhões de reais para reestruturar a saúde em Ilhéus.

Paralelamente a esse anúncio, fruto da parceria entre estado e município, a Prefeitura de Ilhéus contratou mais 20 médicos e convocou 14 profissionais concursados para melhorar o atendimento à população. Vai, também, reformar com recursos próprios- 1,1 milhão de reais- 10 postos de saúde na cidade. A expectativa é atingir a meta de 60% da atenção básica ainda em 2018.

Ilhéus ganhará uma UPA – Unidade de Pronto Atendimento, no bairro do Malhado, totalmente construída pelo Estado e custeada 50% pelo mesmo, e um Hospital Materno/Infantil com UTI’s Neo Natal e infantil, após a reforma total do Hospital Regional, onde serão investidos 9 milhões de reais.

Enquanto a UPA não fica pronta, a Policlínica Halil Medauar, na Conquista, atenderá como pronto atendimento médico, a emergências, 24 horas. Com isso, Ilhéus passará a contar com 4 PA’s 24 horas: Zona Sul, Hospital São José, COCI e a Policlínica. O Estado da Bahia ainda cederá 200 servidores para reforçar a atenção básica do município.

Tudo isso tornou-se possível graças ao distensionamento das relações políticas e pessoais entre os gestores das diferentes esferas governamentais. Com diálogo, mesmo com divergências de pontos de vista, os resultados aparecem e a população será beneficiada. Isto quer dizer que na atual gestão municipal o interesse público foi colocado acima das questões de preferências pessoais, políticas, gostos e simpatias ou antipatias. Acontece que, quando questiúnculas são colocadas acima das dores da população, o bem comum sai da mesa de entendimentos e o diálogo fica truncado, e as “tabelinhas” por vias não recomendáveis, também se revelam incapazes de produzir efeitos positivos.

Hoje, o secretário de saúde do estado, Fábio Vilas Boas, se sente à vontade para debater sobre a problemática de Ilhéus com o também médico Mário Alexandre. Mas se isso está acontecendo, todos reconhecem que o perfil de Marão, contribui muito para essa fluência. O próprio governador já demonstra que a relação entre os governantes se estreitou e ultrapassou o limite apenas institucional.

As discordâncias existem. Mas a lealdade e postura do prefeito de Ilhéus, que tem sido duramente atacado nesse momento de transição na saúde, mas que em nenhum momento expôs o governador e o secretário Vilas Boas ou mesmo o governo do estado, bancando o ônus do desgaste com as mudanças, arrancam elogios da esfera estadual, pela serenidade e foco nas soluções dos problemas, jamais alimentando choques frontais e embates, caminho que outras lideranças preferiram.

Assim, o perfil de Marão, expansivo, bem humorado, trabalhador e avesso a polêmicas desnecessárias, ao contrário dos que o criticam acidamente, vai dando sua inestimável contribuição para as conquistas como há muito não se via na área de saúde em nossa cidade. O bonachão, festivo, riso fácil, vai comprovando a eficácia de sempre colocar o aspecto positivo na condução da gestão. Então, é aí que os efusivos abraços que distribui ao encontrar as pessoas, se revela consistente e fundamental para inaugurar outra forma de se relacionar com os poderes, sem a mesma pretensão e a presunção que sempre nortearam as mesmas relações, anteriormente, colocando as vaidades dos figurões acima do sofrimento e anseios da sociedade.
O

tema “tempo de alegria e trabalho” traz em si o espírito que norteia a atual gestão municipal e sintetiza com propriedade o conteúdo para o entendimento, exatamente como já tinha ocorrido com os servidores municipais, cujo diálogo com o município também se encontrava deteriorado, inexistente. Assim demontra-se que o azedume e os choques frontais com diversos setores, aí podendo ser incluído o comércio,
longe de serem esporádicos, era uma prática de governo.

Na mesa onde o atual governo municipal senta com a comunidade e lideranças não tem havido espaço para vaidades. Estas ficaram isoladas no início de 2017, quando iniciou o governo Mário Alexandre.

AZUL – SEU ÚLTIMO VOO

Por José Rezende Mendonça

A Azul Linhas Aéreas, voou pela última vez, de Ilhéus para Salvador, às 5:00 horas, nesta segunda-feira, dia 19 de fevereiro.

A decisão da empresa, ignorou os pedidos do próprio governador da Bahia, Rui Costa, do deputado federal Bebeto Galvão, e do prefeito de Ilhéus.

No nosso caso, em particular, tínhamos um voo, de Salvador para Ilhéus no dia 26 de fevereiro, às 23:00 horas. Sem nenhum aviso, por e-mail ou telefone, a empresa, a sua maneira, me remanejou, para o mesmo dia, num voo das 13:30 horas. Como obedecer este horário, se tenho uma consulta médica marcada, para o dia 26, às 11:30 horas, desde o dia 09 de novembro de 2017, ter adquirido, esta passagem, para o dia 26, às 23:00 horas.

Procurei a empresa, e a única solução por eles, foi que eu retornasse de Salvador, um dia após, ou seja, dia 27, às 13:30 horas. Como não vi outra alternativa, estou sendo obrigado a ficar na capital baiana, sob minhas despensas, até esta data.

Já minha ida, por questões pessoais, de Ilhéus para Salvador, antes previsto para o dia, 24 de fevereiro, antecipei para o dia, 22. Voo confirmado de número: 9006 (XE2CJW), no horário das 16:00 horas, mas pelo que li na imprensa, este voo também deixa de existir. Terei que de novo, procurar a AZUL, para que esta empresa, diga finalmente, qual será meu horário, neste dia.

Não sei, qual foi a alegação da AZUL, para acabar com este voo, das 5:00 e 23:00 horas. Já que ANAC, depois de registrar queda, em 2016, em 2017, cresceu nos voos domésticos em 2,2%, e ainda teve um aumento de 3,2%, na demanda de passageiros.

UM POUCO DA HISTÓRIA DESTE AEROPORTO, QUE UM DIA FORA UM CAMPO DE AVIAÇÃO

Teco-Teco – Aeroclube do Pontal Desde os tempos de criança, pois aqui nasci e moro desde 1951.

A Pista de Pouso do Pontal, foi inaugurado, em 19 de maio de 1938 e reformado várias vezes, sendo em 1958 a mais ampla, com pista asfaltada. Nestes 80 anos, o nosso aeroporto, nunca registrou qualquer acidente aéreo, e sempre foi considerado, de muita segurança por estar localizado ao nível do mar, onde a altitude, temperatura, velocidade e direção dos ventos, facilitam a decolagem e pouso, além do mesmo, ser dotado de equipamentos de navegação, atendendo todas as segurança, estabelecidas pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

Registre-se também, que o mesmo serviu de apoio para aeronaves durante a II Guerra Mundial (1942-1945).

Avião antigo

Lembro-me, que nos anos 50 e 60, pousavam aqui diversas aeronaves (Loyde, Real, Nacional, Aerovias Brasil, LAP, TAS, VAB, NAB, etc.) sem maiores problemas, chegando a congestionar o pátio de embarque, e tudo isso, sem a tecnologia que se tem hoje.

No tempo, em que aqui pousavam, as companhias VARIG, VASP, CRUZEIRO DO SUL e SADIA, nos leva a crê, que as aeronaves eram sempre bem revisadas, e seus pilotos bem treinados e capacitados, pois decolavam e pousavam na pista do Pontal, mesmo com fortes chuvas, durante o dia ou à noite. Hoje as atuais companhias e os pilotos, querem atribuir suas deficiências, simplesmente a pista, que virou moda sendo a culpada de tudo.

Por outro lado, o Aeroporto Santos Dumont, com apenas 1323 metros de pista, menor que o de Ilhéus (1577 metros, na época), foi usado para voos internacionais, trazendo os atletas para o PAN do Rio de Janeiro. As cabeceiras da pista do Santos Dumont são bem parecidas com as de Ilhéus, onde terminam no mar ou no rio, dando maior segurança em casos de acidentes, ao contrário de Congonhas, onde suas cabeceiras são rodeadas por edificações, aonde os aviões chegam a voar, apenas há dois metros do topo dessas edificações.

Acervo Zé Rezende

No aeroporto de Ilhéus, tanto na decolagem como na aterrissagem, as aeronaves chegam atingir 30 metros de altura, acima do solo nos pontos considerados de riscos.

Nos anos 80, aqui pousou uma aeronave argentina Boeing – 737-700, que se dirigia para Fortaleza, e teve que fazer um pouso forçado, por problemas técnicos e foi bem sucedido, e mais recentemente no dia 27 de julho de 2013, um FOKER-MK 28, com uma turbina inoperante, teve que fazer também, um pouso emergencial à noite e toda operação foi um sucesso.

Nos anos 90, houve uma nova campanha, para descaracterizar o aeroporto de Ilhéus, pois, era preciso colocar em evidência, o aeroporto da Ilha de Comandatuba – Hotel Transamérica. Ameaçaram e levaram, alguns voos daqui e foi inaugurado, com toda pompa na época, por autoridades baianas, e Ilhéus se viu mais uma vez sem “pai e sem mãe”.

Bom, por uma reportagem da TV da Globo, condenou este aeroporto, que nos dias de poucas chuvas, as empresas aéreas não querem, correr os riscos de pouso, em razão da ANAC, fugir da suas responsabilidades e jogar para as empresas, toda decisão.

Em 19 de maio de 1938, quando foi inaugurado, recebeu o nome de Campo de Pouso do Pontal. Com a implantação de outras facilidades, passou a se chamar Aeroporto do Pontal, Aeroporto Brigadeiro Eduardo Gomes, Aeroporto de Ilhéus e por fim, Aeroporto Jorge Amado. A história do Aeroporto do Pontal é tão antiga quanto o da própria Aviação Comercial Brasileira. Quem viveu por aqui há de se lembrar, de que desde o final dos anos 40, prolongando-se até meados dos anos 60, nada menos, que nove companhias aéreas, já mantinham linhas na rota de Ilhéus para qualquer local do Brasil, claro, com suas conexões, como se procede até hoje. Quem é do meu tempo vai lembrar, do LOYDE AÉREO, REAL TRANSPORTE AÉREO, NACIONAL, AEROVIAS BRASIL, LAP-Linhas Aéreas Paulista, TAS – Transportes Aéreos Salvador, VAB – Viação Aérea Baiana, NAB – Navegação Aérea Brasileira e CRUZEIRO DO SUL, todos os aviões de passageiros tipo Douglas-DC-3 e C-47, bimotores/hélices, com capacidade para três tripulantes e em média 38 passageiros.

Avião de carga.

Este avião de carga tem uma história especial, foi ele quem trouxe a primeira remessa, de um lote de 52 cabeças de gado, vindo do Texas, para senhor Coriolano de Oliveira (Cori), pecuarista de Itapetinga, que importou para sua propriedade, a raça Santa Gertrudes.

Já a partir da década de 60, começaram as novas companhias como: a VARIG, VASP, SADIA, TRANSBRASIL, NORDESTE e RIO SUL, com suas aeronaves mais modernas, tipo Dart Herald, Caravelle, Boing, Avro e Samurai.

O Aeroporto do Pontal, era apoiado pelo Destacamento de Proteção ao Voo (DPV), subordinado ao Ministério da Aeronáutica. O DPV de Ilhéus foi criado em 1941, com a missão de dar segurança, aos voos no aeroporto local e nas rotas aéreas ou aerovias, bem como, fiscalização de aeronaves e tripulantes.

Desembarque Presidente Castelo Branco, 1966

Mesmo com a implantação da INFRAERO e TASA em 1981, o Destacamento de Proteção ao Voo de Ilhéus somente foi desativado em 1987. Em 2007 foi desativado o DAC, passando suas atribuições, para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que também foi desativada em 2008, deixando, desta forma, o nosso aeroporto, sem qualquer órgão de fiscalização das aeronaves e tripulantes e outros assuntos como atraso de voos, reclamações de passageiros, etc.

Já havia naquela época, uma preocupação com a tripulação e passageiros, no caso de pernoite na cidade, e por esta razão, em 1957, foi construído o AEROPORTO HOTEL, de propriedade do senhor João Barreto, pois em determinadas horas da noite, ficaria difícil transportar os tripulantes e passageiros para o centro da cidade, em virtude da travessia, através de lanchas. Vale lembrar, que este prédio de dois andares existe até hoje, e foi transformado no Ginásio Municipal do Pontal em 1966, pelo então prefeito Herval Soledade, e atualmente renomeado para Escola Municipal do Pontal.

Praticamente nestes 80 anos, de existência foram registrados pequenos acidentes e só três merecem tecer alguns comentários.

  1. Na década de 50 a aeronave que tinha, coincidentemente, o nome de “São Jorge dos Ilhéos”, pertencente à Navegação Aérea Baiana – NAB, que segundo comentários da época, já vinha passando por dificuldades financeiras e administrativas, caiu no manguezal do Rio Santana, praticamente na cabeceira da pista, mas sem registro de vítimas, apenas raros casos de escoriações.
  2. Também na década de 50 um avião da FAB, que apresentou uma pane quando se dirigia a Caravelas, teve que retornar a Ilhéus, e nas mediações do atual bairro do Teotônio Vilela, no lugar conhecido como morro do Cupipe, colidiu e explodiu matando os três tripulantes.
  3. Já em 1973, a comissária da SADIA, Ilze Ribeiro do Val, sofreu um acidente fatal, no momento de pura infelicidade, ao se aproximar da hélice, que ainda girava lentamente, vindo a falecer no próprio pátio de estacionamento das aeronaves.

Não poderia falar do aeroporto, sem que não fizesse um breve registro, do Aeroclube de Ilhéus, com seus Aéro Boero (Teco-Teco), que foi fundado em 1942 e formou sua 1ª turma em 28 de junho de 1943 (Dia da Cidade).  

Dentre os formandos destacamos os senhores: Abel Pereira, Ruy Dórea, João Kruschewsky, Almir Freitas e José Ângelo Lima que se tornou piloto internacional da VARIG.

Também vale registrar os “homens da mala” – os Carregadores: UM (Alexandre Parente dos Santos), DOIS (José Bezerra de Jesus), TRÊS (Evangelista R. dos Santos) e QUATRO (Paulo O. da Silva).  Todos já descansam, na paz divina.

Pelo Decreto Lei nº. 10.412, de 12 de março de 2002, no governo do prefeito Jabes Ribeiro, o aeroporto recebeu oficialmente e com todo merecimento, o nome de Jorge Amado.  Atualmente, conta apenas com cinco companhias em operação, a LATAM, GOL, AVIANCA e AZUL, pois a BRA e WEB JET estiveram por aqui, por alguns meses e foram-se.  Mas, em Ilhéus sempre foi assim, inclusive nos últimos meses teve até ameaças de suspensão dos voos, ficando até o momento com certas restrições para pousos e decolagens por instrumentos, causando sérios prejuízos à região e ainda há promessas políticas, para um novo aeroporto, nas mediações do CEPEC, no Km 22 da Rodovia Ilhéus/Itabuna, ou em Juerana. Bom, aí será um novo capítulo do AEROPORTO, que um dia foi, Campo de Aviação do Pontal.

O que vimos durante todo este tempo, foram relatórios e mais relatórios, por parte da ANAC, que chegou ao primeiro momento, sugerir as cancelas eletrônicas, semáforos e guarita. De imediato, a Prefeitura de Ilhéus, tomou todas as providências, inclusive, fazendo testes destes equipamentos, parando o trânsito nas decolagens e aterrissagens das aeronaves.

Até técnicos do Cindacta 3, do Instituto de Cartografia da Aeronáutica, estiveram em Ilhéus por três dias, onde realizaram vistorias em terra, e sobrevoos pela área do aeroporto, enfim foi estudo pra mínguem “botar defeito”.

Passado o tempo, demoliram a guarita externa, as cancelas e os semáforos, na época exigida pela ANAC.

 

Texto: do Livro “Pontal Entre o Passado e o Presente” – Memórias

Autoria: José Rezende Mendonça

Téc. Agrícola – Aposentado da Ceplac

A INTEGRAÇÃO DO SUL DA BAHIA PASSA PELA UNIDADE DE IDEIAS E PROJETOS

Por Alcides Kruschewsky Neto, ex-vereador e atual secretário de Comunicação Social de Ilhéus

A rivalidade entre Ilhéus e Itabuna já teve o seu apogeu e agora vive o seu declínio.

Há algo novo no cenário sul baiano. A recente eleição do prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, inaugurou um novo tempo nas relações entre prefeitos e governos das duas principais cidades da região. Fernando Gomes, mais uma vez prefeito de Itabuna, demonstra-se muito à vontade nos entendimentos que mantém com o prefeito de Ilhéus em torno de uma agenda comum para o Sul da Bahia.

A proximidade desses gestores simboliza uma unidade que tem tudo para sepultar a rivalidade infrutífera, num contexto que exige, cada vez mais, soluções que atendam ao conjunto dos municípios que integram a nossa região.

É com o olhar voltado para essa integração que os prefeitos de Ilhéus e Itabuna discutem a perspectiva da região metropolitana do Sul da Bahia. O pólo Itabuna-Ilhéus centralizará um projeto que atenda ao eixo regional, enquanto outras incumbências podem ser distribuídas entre os demais municípios, que também devem se consorciar em busca de soluções comuns. “Os projetos aqui implantados devem irradiar benefícios para os demais municípios da região”, afirma Mário Alexandre, prefeito de Ilhéus, quando se refere ao Hospital da Costa do Cacau e à obra de duplicação da BR 415.

Neste 9 de outubro, em Itabuna, a população e lideranças regionais compareceram ao ato de assinatura do contrato para a execução da duplicação da rodovia BR 415 – Nova Rodovia Jorge Amado, mais uma obra de infraestrutura que concorrerá para a aproximação entre essas importantes cidades, uma em direção à outra. Transitar na Rodovia Jorge Amado nos permite testemunhar que o abraço das cidades é uma inevitável vocação, como se a confirmar que quem “nasce” junto permanece enlaçado, e que há muito mais razões para nos unirmos do que as irrelevâncias que nos separam.

Nos últimos 10 anos, essa tendência se acelerou com a implantação de investimentos expressivos à margem da referida rodovia, que o próprio governador Rui Costa reconhece não mais como estrada, mas como uma Avenida, a “artéria aorta” que nos liga. Desde a chegada do Makro, Atacadão e Cidadelle, outros empreendimentos públicos e privados também se somaram na importante via onde estão instalados o IFBA, a Uesc e a pioneira Ceplac. O novo Sesc/Senai e o Hospital da Costa do Cacau apontam no mesmo sentido e uma percepção de crescimento mais ordenado começa a se evidenciar a partir dos conjuntos habitacionais Minha Casa, Minha Vida, em Ilhéus, com milhares de unidades já construídas ou prestes a serem entregues. São muitos milhões de reais que aos poucos vão transformando o cenário da via mais importante da região cacaueira.

Com boa vontade e um olhar bem abrangente, veremos a nova Universidade Federal do Sul da Bahia também inserida no processo de integração. Assim, a Rodovia Jorge Amado começa a ganhar alguns subtítulos, como a “Estrada do Conhecimento”, referência que já vem sendo utilizada com frequência cada vez maior. A urbanização do trecho do Banco da Vitória com o Projeto Vila Gastronômica está entrando em fase de licitação pela Secretaria do Turismo do Estado. O projeto representa um avanço, pois qualifica o ainda precário urbanismo das margens dessa via.

Os prefeitos Mário Alexandre e Fernando Gomes comemoram os investimentos e vibram com as conquistas das cidades irmãs. Ora é Mário que destaca a importância da construção da barragem do Rio Colônia que abastecerá Itabuna e outras cidades; ora é Fernando que se refere ao espetacular Hospital da Costa do Cacau como um grande marco para toda a região.

Por detrás dessa boa relação estão questões de suma importância para a região: do aeroporto à Ferrovia Oeste-Leste – FIOL – e Porto Sul; uma solução mais duradoura para a questão do lixo, através de um consórcio intermunicipal para processamento dos resíduos sólidos; um consórcio regional de saúde, seguindo a batuta do governo estadual, e o enfrentamento das questões ambientais com foco na recuperação das bacias hidrográficas regionais, como as do Rio Cachoeira e a do Rio Almada, além de um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente, sem o que o próprio projeto de integração de uma região metropolitana ficaria comprometido.

Logo, a duplicação da rodovia representa a ampliação dos motivos que sempre uniram as duas cidades e cujos benefícios irradiarão por toda a região. O processo de conurbação entre Ilhéus e Itabuna é claro e irreversível. As cidades se complementam com suas indissociáveis vocações: uma mais voltada para o comércio e a outra para o turismo e a indústria.

Nesse cenário, portanto, a fluente relação entre os atuais governantes das duas cidades líderes referenda a necessidade de deixar a rivalidade no passado, para que os assuntos que realmente importam à sociedade regional se tornem prioridade. Mais do que um símbolo, os efusivos abraços trocados entre os dois prefeitos vão além da alegria e da cordialidade que marcam seus encontros e efetivam uma prática cooperativa que deve prevalecer entre os municípios do Sul da Bahia.

A rivalidade entre Ilhéus e Itabuna já teve o seu apogeu e agora vive o seu declínio.



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