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:: ‘Geral’

ESTUDANTE DA UESC DIZ QUE FOI ESPANCADA POR POLICIAIS MILITARES DE ILHEUS

Bianca


Na sexta-feira, 22, a estudante do curso de LEA da UESC, Bianca Meira Santos, usou as redes sociais para denunciar  policiais militares de Ilhéus que, segundo informou a estudante, a espancaram e a tiraram de casa usando a força. De acordo com Bianca, um dos policiais é genro da dona da casa que ela pagava aluguel para morar e a espancou enquanto saía do banheiro ainda de toalha.  O policial também é marido de sua colega de Curso. 

“Cada vez que eu tiver que passar por WILZA nos corredores do LEA da uesc me sentirei ainda mais agredida, porque olhar pra ela me faz lembrar do marido dela me espancando a troco de nada.”

Confira o relato: 

QUEM ME CONHECE SABE QUE EU NUNCA FAÇO TEXTÃO, MAAAAAAAAS, esse daqui foi muito necessário e eu peço a paciência de todos para lerem até o final! 

Ilhéus, BA, 10/09/2017.
 No dia 08/08/2017 eu, Bianca Meira Santos, Estudante do curso de LEA-NI da UESC, vim de mudança da cidade de Itabuna para Ilhéus, para dividir o aluguel de uma casa com uma mulher chamada Tássita Cyriaco Bittencourt, estudante da Faculdade de Ilhéus. O valor do aluguel da casa era R$400,00 (conforme estava no anúncio que ela pusera na internet) caso eu alugasse sozinha a casa que tem dois quartos, e era a minha intenção porém a Tássita me propôs ao invés de alugar a casa sozinha, que eu dividisse com ela a casa (que pertence a mãe dela) porque ela havia acabado de começar o curso de odontologia na faculdade de ilhéus e precisaria também morar em ilhéus agora, então eu concordei, paguei 200,00 reais à mãe dela referente minha parte do aluguel e vim de mudança pra cá com todos os meus móveis, eletrodomésticos, animais de estimação (tenho dois gatos) e objetos pessoais. No dia 28/08/2017 Tássita me chamou para conversar e disse que a mãe dela, Silvia Cyriaco Bittencourt, que é a proprietária da casa em que estávamos morando, e até então morava na cidade de Itamaraju, havia recebido uma proposta de trabalho aqui em Ilhéus e que por isso estava vindo embora pra cá e que precisaria do quarto que eu estava ocupando para a mesma. A minha resposta a ela foi de que eu havia acabado de me mudar pra Ilhéus, que tinha tido muitos gastos com a mudança e que por isso não teria condições de simplesmente me mudar novamente assim sem mais nem menos. Não havia nem completado um mês que eu estava morando na casa quando ela veio me dizer isso. Ela não gostou da minha recusa em sair imediatamente da casa e começou a dizer que eu teria que ir embora porque eu ficava recebendo homens estranhos (3 colegas da faculdade que passaram por lá) na casa e fazendo festas (eu não fiz nenhuma festa se quer naquela casa) e que ela estava se sentindo ameaçada dentro de casa. Mais uma vez eu recusei-me a sair porque disse a ela que isso era contra a lei e que eu tinha direitos, e que as pessoas que iam na minha casa eram colegas da faculdade e que ninguém nunca tinha nem falado nada com ela pra ela agir daquela forma, e que eu nunca tinha feito nenhuma festa dentro de casa e que eu não ficaria mais ouvindo aqueles absurdo e fui pro meu quarto. Minha primeira atitude foi entrar em contato com meu advogado João Lins e pedir orientação sobre como eu deveria me portar na situação e quais eram meus direitos, já que ela estava ameaçando me colocar pra fora porque nosso acordo não tinha sido físico e sim verbal e que por isso eu não teria direito a nada porque não tinha como provar que aluguei. Logo após isso entrei no facebook e mandei mensagens pra o perfil da mãe dela contando sobre a discussão e dizendo as coisas que João havia me instruído sobre meus direitos na situação e pedindo que ela intercedesse junto a filha dela por minha causa, porém eu nunca fui respondida (tenho todos os prints dessa conversa arquivados para servir de prova). No dia 2/09/2017 eu viajei com o ônibus da faculdade (sou estudante da UESC) e mais 20 colegas para João Pessoa na Paraíba para um congresso de estudantes e só retornei no dia 08/09/2017 no final da tarde. Ainda lá na paraíba tentei contato com Tássita pra saber o que ela e a mãe dela tinham decidido a respeito da minha situação. Se elas preferiam me pagar a multa pela quebra do contrato ou se elas me dariam os 30 dias de aviso prévio pra eu me preparar pra mudança e mais uma vez fui totalmente ignorada. Ao retornar mandei mensagem pra ela novamente dizendo que havia chegado em ilhéus e que precisava entrar em casa e eu tinha sido informada por um colega (que eu tinha deixado na incumbência de alimentar meus gatos enquanto eu estivesse fora) que elas haviam trocado o cadeado da casa e que por isso eu não poderia entrar sem elas em casa. Quando finalmente consegui chegar em casa eu estava acompanhado de um colega da faculdade (que não vou citar o nome pois ele não precisa ser exposto), que mora em Itabuna e que havia me pedido abrigo em Ilhéus naquele dia pois ficara tarde pra ele voltar pra Itabuna e eu disse que tudo bem. Cheguei em casa por volta das 22 horas e ao chegar fui recebida pela Tássita, pela mãe dela, Silvia e por uma vizinha que eu não sei o nome pois não a conhecia direito, juntas na sala esperando pra me confrontar. Pedi ao meu colega que fosse pro meu quarto e fui pra sala conversar com elas. A conversa foi de mal a pior, a dona Silvia me disse que eu teria até segunda pra sair da casa dela, eu disse que já tinha sido informada dos meus direitos e que só sairiam quando elas decidissem me pagar ou me dar os 30 dias de aviso prévio e caso contrário eu não sairia porque nesse país existem leis. Ela começou a gritar comigo e disse que elas não se importavam se eu tinha advogado porque elas também tinham quem as defendesse e que se eu não saísse por bem sairia por mal. Aí eu disse que elas estavam tentando me dar um golpe mas que eu não era fácil de ser enrolada assim não, saí da sala e fui pro meu quarto tranquei a porta e fui tomar banho. Antes que eu pudesse terminar o banho ouvi um estrondo enorme na porta do meu quarto e meu colega foi abrir a porta pra ver do que se tratava pois ele pensou que fosse novamente a dona Silvia querendo falar comigo, porém quando ele abriu tinha 5 policiais fortemente armados na porta do meu quarto. Daí pra frente foi uma sucessão de agressões e abusos por parte da polícia. Quando eles entraram no meu quarto eu ainda estava no banheiro do quarto, completamente nua. Meu colega calmamente pediu que os policiais saíssem do quarto para que eu pudesse me vestir com o mínimo de dignidade, porém ele foi arrancado do quarto debaixo de porrada. Eu me enrolei numa toalha e fui perguntar o que estava acontecendo ao sub tenente Agnaldo Nascimento dos Santos, que era quem estava comandando a operação porém ao invés de me responder ele me agarrou pelo pescoço e me deu tapas muito pesados no rosto, me chamou de vagabunda entre outras ofensas. Eu pedi que se retirassem do meu quarto para que eu pudesse ao menos estar vestida antes de apanhar mais, e ele disse que eu teria um minuto pra me vestir e começou a gritar perguntando onde eu escondia minhas drogas. Respondi que eu não tinha droga nenhuma, e que eles poderiam revistar meu quarto procurando que não achariam nada. E de fato eles não encontraram nada de drogas no meu quarto nem nas minhas coisas. Encontraram uma pequena quantidade de maconha na mochila do meu colega porém ele assumiu a droga ser dele e que eu não tinha nada a ver com aquilo. Depois de conseguir me vestir eles me algemaram, mesmo eu não tendo resistido em momento algum, e me jogaram no camburão do carro da PM após mais algumas agressões. Voltaram para dentro da casa, vasculharam todas as minhas coisas tentando procurar drogas, e como não encontraram nada eles mandaram a Tássita e a Silvia pegarem todas as minhas coisas e colocarem na garagem dizendo que eu já ia sair dali de mudança naquele mesmo dia. Depois disso o policiais saíram dizendo para os vizinhos que começavam a se aglomerar nas portas de suas casas, que eu era uma bandidinha traficante da UESC que eu estava fazendo festas regadas a sexo e drogas dentro da casa e que estava tentando colocar a dona da casa pra fora da própria casa. Eu ouvi tudo isso enquanto estava algemada e presa dentro do camburão. Depois disso eles algemaram também o meu colega, o puseram também no camburão e nos levaram para a delegacia. Antes de sairmos de lá eu vi Wilza, que é uma colega do mesmo curso que eu na UESC, parada na porta da casa assistindo a tudo. Achei que ela estava lá porque ela é irmã da Tássita e que tinha ido porque ela tinha chamado, porém depois eu descobri que além de ser irmã da menina, o marido de Wilza é policial militar eu só não sabia se era algum dos policiais envolvidos naquilo tudo pois eu não sabia o nome do marido dela. Chegando na porta da delegacia eles nos obrigaram a ficar parados no fundo do carro da PM e posar pra fotos nos celulares deles e disseram que no dia seguinte já estaria em todos os blogs da região, além de que eles iam mandar pra todos os amigos policiais deles pra a gente nunca mais ter paz na cidade. Me recusei a olhar pra câmera e mais uma vez fui hostilizada pelos policiais, e após eles conseguirem a foto eles nos levaram pra dentro da delegacia. Meia hora depois Tássita, Silvia, Wilza, e a vizinha da qual eu não me recordo o nome, chegaram na delegacia e começaram a inventar várias histórias a meu respeito. Disseram que tinham me abrigado na casa delas porque eu estava precisando e um lugar para morar e que eu agora estava tentando colocar a dona pra fora de casa. Disseram que os 200 reais que paguei a mãe dela eram referentes as contas de luz e gás, o que era mais uma mentira porque foi na verdade o valor da minha parte do aluguel. Depois que elas foram ouvidas elas foram embora e eu fiquei esperando até as 2 horas da manhã pra ser ouvida pelo delegado antes de ser liberada. Fiquei proibida de voltar à casa, a não ser pra buscar os meus móveis e meus gatos. O delegado me garantiu que instruiria elas a não mexerem nas minhas coisas até eu poder ir buscar e a cuidar dos meus gatinhos para que não morressem de fome até eu poder busca-los. Saímos da delegacia já eram quase 3 da manhã, e fui pedir abrigo na casa de um amigo. 

Eu consegui o nome completo de três dos cinco policiais envolvidos na situação e por isso eu descobri que o policial que mais me agrediu e me humilhou é o Sub. Tenente Agnaldo Nascimento dos Santos que é justamente O MARIDO DE WILZA, QUE É IRMÃ DE TÁSSITA. E que um dos outros oficiais estuda na mesma faculdade que Tássita também, o que me explicou como tudo pode ter acontecido tão rápido, porque ficou claro que eles já estavam de sobreaviso esperando apenas o chamado delas pra irem me agredir. Os outros dois nomes que consegui foram o do Sgt. Antonio Humberto Pires e o do SD.PM Leonardo Antonio Raposo Ramos. Dos outros dois policiais não consegui gravar os nomes e eles estavam sem identificação, porém sei que eles são da viatura 68, e que essa viatura não é a viatura que faz a ronda daquela parte da cidade (Rua F, loteamento tropical nº 46 Ilhéus II) e isso foi o próprio delegado quem falou. O sub tenente Agnaldo já na delegacia continuou a me ameaçar dizendo QUE PODERIA FACILMENTE PLANTAR DROGAS NAS MINHAS COISAS, mas que dessa vez ele não ia fazer isso mas que eu ficasse esperta porque ele ia me dar uma cadeia de qualquer jeito. Respondi que não tinha medo dele e ele disse que eu deveria ter, ou se não levaria mais porrada na cara, e que ele me conhecia da uesc e que era pra eu ter cuidado por onde eu ia andar dali pra frente. Como isso aconteceu durante o fim de semana eu não pude tomar providências imediatas pois os órgãos públicos só funcionam durante os dias uteis e dessa forma esperei até, segunda-feira 11/09/2017, para começar os processos pertinentes parar reparação de todos esses absurdos que aconteceram comigo. Nunca fui tão humilhada em toda a minha vida. Fui pega totalmente vulnerável dentro do meu quarto, completamente despida e apanhei muito sem nem ter oferecido nenhum tipo de reação contra os policiais. Não havia nenhuma policial feminina na operação o que só me deixou ainda mais humilhada pois tinham 5 homens armados me espancando dentro da casa a qual eu havia pagado pra estar e eu tinha acabado de chegar de uma viagem de 8 dias fora. Agora estou sem ter onde morar, passando uns dias de favor na casa de uma tia e estou machucada e com dores no pescoço e rosto, mas a pior das dores é a emocional. Uma sensação de impotência total e uma revolta tão absurda quem nem tenho como descrever. Cada vez que eu tiver que passar por WILZA nos corredores do LEA da uesc me sentirei ainda mais agredida, porque olhar pra ela me faz lembrar do marido dela me espancando a troco de nada. Estou tomando todas as providências legais contra os envolvidos nesse abuso, mas ainda assim nada vai apagar o horror que foi aquela situação pra mim. Depois de muito relutar resolvi vir a público com essa história porque por mais constrangedor que tenha sido pra mim eu acredito que outras pessoas precisam ser alertadas quanto a mais esse abuso descarado de poder envolvendo policiais militares e porque preciso muito do apoio de todos para ter forçar pra lutar contra esse tipo de atrocidade pra que sirva de exemplo e evite que outras pessoas passem pelo mesmo horror que eu.

LIXO NO FUNDO DA CONCHA ACÚSTICA DE ILHÉUS GERA RECLAMAÇÕES

Do Blog do Gusmão

Concha e lixo ao fundo

Um morador da avenida Soares Lopes procurou este blog para manifestar o seu descontentamento com a situação dos arredores da Concha Acústica. Conforme a sua definição, o terreno atrás do antigo espaço de shows virou um “grande lixão repleto de urubus”.

Ele mora num prédio com vista para a Concha. No fim de julho, diz a sua mensagem, “a prefeitura absurdamente retirou a vegetação secundária que crescia no local”, e isso “favoreceu a entrada de pessoas que começaram a depositar lixo na área”. “É constante o movimento de carros que chegam ali para colocar entulho e lixo, sem a menor cerimônia”.

Na tarde dessa quarta-feira (20), ainda de acordo com o depoimento do morador, uma “caçamba gigante”, com placa vermelha, foi usada para jogar entulho no local. Devido às características do veículo, ele suspeita que o motorista estaria a serviço da prefeitura.

No fim da mensagem enviada ontem ao blog, o cidadão fez um desabafo. “Me causa uma revolta gigante ver esse cenário. Sou consciente de que Ilhéus tem problemas muito maiores e mais graves do que isso. Mas esse é um que me atinge diretamente. Pago quase 4 mil reais entre aluguel e condomínio para morar onde moro e ter esse lixão em frente. E hoje à tarde tive uma forte percepção de que é a própria prefeitura da cidade que está jogando os entulhos nessa praia. Há 3 meses dois tratores abriram uma clareira na vegetação que crescia no terreno atrás da concha, e daí começou a cada dia carros entrando para jogar o lixo e hoje eu vi essa caçamba gigante. […] É muita tristeza e desolação”.

É importante destacar que o morador tratou a própria informação como uma suspeita, uma “forte impressão”, até porque os caminhões que prestam serviço para a prefeitura são alugados e têm placas cinzas (comuns). Além disso, veículos oficiais não podem ter placas vermelhas.

OUTRO LADO

O secretário de Serviços Urbanos Jorge Cunha informa que o caminhão citado não estava a serviço da prefeitura. Segundo ele, o descarte irregular de entulho costuma ser feito por motoristas que prestam serviços em obras particulares.

Conforme o secretário, a nova gestão da prefeitura não descarta entulho em locais impróprios. Ao contrário, a Secretaria de Serviços Urbanos já acabou com várias lixeiras viciadas da cidade. Além disso, servidores municipais fiscalizam diariamente esses pontos, para que não voltem a ser usados como depósitos de lixo. Exemplo disso é o trecho da estrada do Couto perto do Condomínio Sol e Mar, que deixou de sofrer com o descarte ilegal de resíduos sólidos após as ações da prefeitura.

Em relação ao terreno atrás da Concha, o secretário explicou que vai construir algum de tipo proteção para bloquear a passagem dos caminhões e impedir que a área continue a ser utilizada irregularmente.

JÁ VALE LEI QUE PROÍBE INAUGURAR OBRA INACABADA EM ILHÉUS

Do Blog do Gusmão

Marão.

O prefeito Mário Alexandre (PSD) sancionou a Lei nº 3.860/2017, que veta qualquer tipo de solenidade, cerimônia ou ato de inauguração de obras públicas incompletas no município. A proposta que deu origem à nova regra partiu do vereador Juarez Barbosa (PMDB).

De acordo com o vereador, inaugurar obras inacabadas é um desrespeito. “O cidadão acredita que o equipamento inaugurado, seja  uma creche, escola ou posto de saúde, estará disponível para uma plena utilização, o que de fato não ocorre”.

A lei classifica como “incompleta” as obras que não tenham concluídas todas as etapas de construção e especificações técnicas previstas em seu projeto.

ILHÉUS: AOS 90 ANOS, JORNALISTA EVERALDO VALADARES RECLAMA DO ABANDONO

Do Expressão Única

Everaldo Valadares.

Sergipano de nascimento, mas, ilheense de coração. Everaldo Almeida Valadares nasceu no dia 26 de abril de 1927 na cidade de Boquim, interior, região sul do estado de Sergipe. Com oito anos seguiu com seus pais para o Rio de Janeiro, ainda jovem começa a militar na imprensa carioca, dando os primeiros passos nos jornalismo impresso e na radiodifusão da segunda capital do país. Lá participou de vários movimentos e reportagens, a exemplo do golpe militar de 64, o AI-5, sucessões dos Governos Militares, da Junta Militar, processo ditatorial do Governo Médici, passando pelo Governo Geisel, até o Governo Figueiredo e, parte de todo o processo de Redemocratização, inclusive da Lei da Anistia.

Esteve no Maracanã fazendo reportagens para o Jornal O Carioca na cobertura da Final da Copa do Mundo de Futebol de 1950 e cobriu várias manifestações no eixo-Rio-São Paulo pelas Diretas Já.

No início dos anos setenta, mudou-se para Salvador. Foi diretor de programação da Rádio Excelsior. Em 1976, já casado e com três filhos, vem para Ilhéus, cidade mais tranquila, com o propósito de tocar sua vida profissional e dá seguimento aos seus projetos.

Em Ilhéus dirigiu a antiga Rádio Jornal, Rádio Cultura e por fim, a Rádio Santa Cruz, na época de propriedade do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes. Fez programas de rádios em todas as emissoras de Ilhéus, sempre dando um tom polemico, mas, exercendo sempre com competência e altivez. Ilhéus tornou a sua cidade de coração, que o acolheu de coração aberto. Em 2006 recebeu o título de cidadão ilheense, numa demonstração de afinidade com a cidade. A proposição partiu do saudoso vereador, José Fernandes.

Ainda na radiodifusão ilheense, apresentou o Programa Resenha da Cidade, na Rádio Jornal, que era a coqueluche no município e cidades vizinhas naquela época.

Em Ilhéus fundou o Jornal Sul Bahia; Jornal em Resumo e o Jornal o Repórter. Hoje, todos inativos. Na literatura é autor de três obras: Ilhéus, Hoje – Sem Gabriela, Sem Cravo e Sem Canela (2006); Eles FAZEM Ilhéus MAIOR (2006) e Crônicas Chulas, editado em 2008. Todas as obras de Valadares hoje se encontram arquivadas na Universidade Estadual de Santa Cruz e no Arquivo Municipal da Cidade. No campo fonográfico, gravou um Cd intitulado Ilhéus e seus ritmos, que retrata o cotidiano do povo ilheense, através de crônicas narrativas.

Valadares ocupou o cargo de Secretário de Imprensa da Prefeitura de Ilhéus, no governo de Antônio Olímpio; Foi fundador e presidente do PDT, e posteriormente candidato a prefeito na cidade de Ilhéus. Hoje com a saúde debilitada e cego sobrevive apenas com um salário mínimo que recebe do INSS, sendo R$ 500 gasta mensalmente com medicamentos. Valadares vive com um filho, à Rua Argélia, nº 560, no bairro São Francisco, na cidade Ilhéus, isolado por circunstancias naturais, mas, atento a tudo que vem acontecendo na cidade. Seu melhor amigo e parceiro tem sido o seu radinho à pilha, marca CCE. Infelizmente o tempo não perdoa ninguém! A linha do tempo, às vezes, faz o velho Valadares esquecer pessoas e semblantes.

Valadares vive uma situação difícil, é preciso que os amigos faça uma visita e veja a realidade, inclusive física do imóvel onde reside. O Jornal do Radialista (www.jornaldoradialista.com.br) pretende fazer uma campanha de auxílio em prol de Valadares, e espera contar com o abraço de todos os seus amigos e ex-colegas de trabalho da imprensa local. Contato: (jornaldoradialista@gmail.com) – 9 8832-9502.

Valadares é cidadão identificado com os mais diversos segmentos da sociedade ilheense e tem sido personalidade de realce no dia a dia da imprensa do sul da Bahia. O tempo só não tem forças para apagar o seu legado!

Combativo e, muitas vezes até mesmo teimoso, sempre manteve e mantém suas posições e convicções. Sempre teve objetividade e o ‘faro’ da notícia. Um grapiuna adotivo que na sua militância profissional, em jornal ou rádio, no Rio de Janeiro ou em Ilhéus, nunca deixou de estar na vanguarda da discussão dos grandes problemas. Do Expressão Única.

FOLHA: BEBETO TROCA O PSB PELO SOLIDARIEDADE

Da Coluna Painel, na Folha de SP

Bebeto de saída

Menos um

O deputado Bebeto (BA) avisou ao PSB que vai trocar a sigla pelo Solidariedade. Entre os socialistas, era aliado do presidente da legenda, Carlos Siqueira.

ILHÉUS: REGULAMENTAÇÃO DO MOTOTÁXI EM PAUTA

Da Secom/Ilhéus

Audiencia com mototaxistas

A expectativa do mototaxista Roberto Cardoso é que, com a regulamentação do serviço de transporte, ele possa dobrar o número das corridas que faz hoje. “Tenho um filho de 6 meses, estava desempregado e encontrei no mototáxi uma fonte de renda. A gente sabe que a regulamentação vai dar mais credibilidade ao serviço”, avalia.

Segundo dados da Superintendência de Trânsito (Sutran), Ilhéus possui atualmente cerca de dois mil mototaxistas e a estimativa é de que até o primeiro trimestre de 2018, eles estejam totalmente regularizados. Durante a audiência pública ocorrida na manhã de hoje (21), no auditório da Justiça Federal, cerca de 70 mototaxistas estiveram reunidos com representantes da Prefeitura de Ilhéus e mais 18 instituições, a fim de discutir os processos de regulamentação da atividade, definindo regras, direitos e deveres para exercer a profissão. A iniciativa parte do projeto “Ilhéus sem violência é bem melhor”.

A professora Enilda Mendonça, uma das coordenadoras do projeto, destacou a importância do diálogo com os motoboys e mototaxistas, por serem os principais agentes de atuação nas ruas. “São instituições que estão ligadas a segurança do trânsito e a educação, onde o objetivo maior é educar para promover um trânsito mais seguro. A partir do tema: “Educando para uma cidade mais segura”, teremos certamente uma cidade menos violenta e esse momento democrático faz parte desta construção”, avalia.

Sem violência – Enilda conta ainda que o projeto “Ilhéus sem violência é bem melhor”, surgiu no ano de 2014, diante da necessidade dos trabalhadores da Educação devido ao número crescente da violência dentro das escolas quanto ao uso de drogas ilícitas. “Juntamente com a 68ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), pensamos numa estratégia para que pudéssemos desenvolver nas escolas, estratégias que discutiriam a violência dentro destas instituições, com o intuito de combater de forma efetiva o uso de drogas”, relatou a coordenadora.

Fiscalização – Para garantir a segurança na prestação do serviço, as audiências preveem que na regulamentação estabeleça penalidades para os profissionais que descumprirem a legislação de trânsito e as normas regulamentadas. Quem garante é o gerente de Ações e Operações de Trânsito da Superintendência de Trânsito (Sutran), Rogério Buralho. Ele acrescenta que diante do exacerbado número de mortes decorrentes da violência no trânsito em todo o Brasil, os municípios começam a mudar a realidade do trânsito local, a partir destes ajustes. Para o gerente “a prefeitura está reconhecendo um serviço que ficou por 20 anos lutando por esta regulamentação. Hoje estamos tornando isso uma realidade para melhorar cada vez mais a qualidade do transporte de Ilhéus”, pontua Rogério.

O presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito da Bahia (Sindatran/BA), Valério Bonfim lembrou que dois antigos projetos de lei tramitaram na Câmara de Vereadores. “Isso que está acontecendo é um avanço da atual gestão em discutir e melhorar as condições de trabalho desta categoria, além de colocar a cidade no trilho do desenvolvimento”, reforça.

Participam das audiências a secretaria municipal de Educação (Seduc), as companhias militares (68, 69 e 70 CIPM), Companhia CIPI Cacaueira; Esquadrão da Polícia Montada; as polícias, Rodoviária Federal (PRF); Civil da Bahia; Corpo de Bombeiros; Marinha do Brasil; Defensoria Pública; Departamento de Trânsito (Detran); Guarda Civil; Superintendência de Trânsito (Sutran); Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI/APLB) e Sindicato dos Agentes de Trânsito da Bahia (Sindatran).

ILHÉUS 2 NA LAMA

Do Ilhéus em Pauta

Lama no Ilhéus 2

Chegou a redação do Ilhéus em Pauta as fotos enviadas pelo leitor Germano Magalhões, morador do Loteamento Tropical, Rua D, bairro Ilhéus, na zona sul da cidade. Segundo relatos do próprio Germano, tanto como os demais moradores, passam por sérias dificuldades, que pelas fotos, são evidentes, uma vez que a rua é de terra e obviamente, não possui pavimento e com as últimas chuvas, o lamaçal tomou conta, fora os buracos, que pela quantidade, cada morador pode adotar um e chamar de seu. Isso dificulta a circulação de veículos e o direito de ir dos moradores. “Nós precisamos que passem uma máquina e jogue um aterro na rua”, relata. Definitivamente, os moradores não encontraram nem tempo, nem motivos para alegria, diante dos problemas que eles passam.

As fotos foram tiradas na ultima quinta-feira (14) e até o momento, segundo relatos, nenhum representante dos órgãos responsáveis para apresentar uma possível solução para o problema, seja ele de caráter provisório ou definitivo. O poder público, através das secretárias responsáveis, tem o espaço garantido no site, para promover suas demandas ou explicações sobre essa situação que ocorre na localidade, bem como nas demais vias de acesso da cidade. Se você tem um problema no seu bairro e quiser dar voz as suas queixas, use o nosso FALE CONOSCO do site e relate seu problema.

ILHÉUS-ITABUNA: RUI ASSINA ORDEM DA DUPLICAÇÃO EM OUTUBRO

Da Secom/Ilhéus

Estrada Ilhéus-Itabuna

O governador da Bahia, Rui Costa, em visita a Ubaitaba, no sul da Bahia, hoje (22) pela manhã, garantiu ao prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, que assinará a Ordem de Serviço da duplicação da BR 415, trecho entre Ilhéus e Itabuna, no dia 9 de outubro.

Uma das mais importantes rodovias baianas, a duplicação da Jorge Amado está com licitação feita, com contrato assinado e pronta para começar. Aguardava apenas um parecer do Tribunal de Contas da União. De acordo com o governador Rui Costa, o DNIT estimou o custo da obra em 109 milhões.

Na avaliação do TCU, a obra deveria ser executada por 107 milhões. No entanto, o governo da Bahia licitou o empreendimento por 105 milhões. Ou seja: 4 milhões a menos que o estimado pelo DNIT e 2 milhões a menos que o determinado pelo TCU.

Também em Ubaitaba, Rui Costa voltou a garantir ao prefeito de Ilhéus que o governo da Bahia, além de inaugurar o Hospital Costa do Cacau, vai iniciar as obras de transformação da estrutura do Hospital Regional Luiz Viana Filho em uma unidade materno-infantil para atender a toda a região.

PREFEITURA DE ILHÉUS IRÁ ANULAR CONTRATOS COM SERVIDORES SELECIONADOS EM PROCESSOS SELETIVOS

Confira nota divulgada pela Prefeitura de Ilhéus:

Considerando a decisão, em caráter liminar, proferida pelo juiz de Direito da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, ao final da tarde de ontem (20), em atenção a reclamação judicial de três classificados em um concurso público realizado anos atrás, que determinou a suspensão imediata da contratação temporária dos candidatos classificados nos processos seletivos realizados por meio dos editais 001 e 002, de 2017, para suprir vagas nas secretarias de Educação e de Desenvolvimento Social, o Governo do Município vem a público manifestar que:
No estado democrático de Direito, decisão judicial é para se cumprir. E assim iremos agir;

No entanto, a Prefeitura de Ilhéus apresentará sua defesa e alegações, demonstrando à Justiça os motivos que levaram a administração municipal a definir pelo modelo de contratação temporária para as áreas de Educação e de Desenvolvimento Social;

O governo municipal tem sido criterioso no trato das questões relacionadas à contratação de pessoal, atendendo aos procedimentos acordados com o Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual em relação à convocação dos aprovados em concurso público e ao número de vagas existentes, de caráter permanente;

É indispensável considerar que a municipalidade já vem convocando e dando posse aos aprovados no último concurso público, sendo que desde dezembro de 2016 até a presente data, foram convocados 533 candidatos;

Com relação às contratações temporárias do setor educacional do município, frise-se que as vagas identificadas originam-se de situações de fato temporárias e reversíveis, a exemplo de servidores licenciados para tratamento de saúde, para capacitação profissional, entre outras peculiaridades que atingem o sistema educacional municipal (localização geográfica da vaga, desinteressando ao candidato aprovado), o que resultaria em um prejuízo irreparável para os alunos do município, pois ficariam sem aula e/ou merenda escolar. Estamos cumprindo, com senso de justiça e cidadania, a determinações da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes Básicas da Educação;

No tocante ao processo seletivo para contratação temporária na Secretaria de Desenvolvimento Social, o objetivo é o preenchimento de vagas, sem caráter permanente, para a garantia e disponibilização de direitos através dos programas sociais mantidos em parceria com o Governo Federal, com a utilização de recursos transferidos para este fim;

A contratação de vagas temporárias não requer a convocação de classificados em concurso para funções de caráter permanente.

Esta definição se lastreia também no fato de que a continuidade dos programas supracitados ser alheia ao alcance das decisões municipais, já que, repita-se, são programas de caráter temporário, instituídos pelo Governo Federal, ao passo que a convocação e posse dos aprovados pelo concurso realizado em 2016 para o quadro de efetivos do município, têm caráter perene.

Por fim, quanto ao questionamento jurídico a respeito da nomeação de cargos comissionados, a Prefeitura esclarece que tais atos estão lastreados em Lei Municipal, aprovada pela Câmara de Vereadores e que rege a estrutura organizacional administrativa do município. A regulamentação de tais cargos já é objeto de acompanhamento do Ministério Público Estadual, que já expediu recomendação para tal mister.

Diante do exposto, a Prefeitura Municipal de Ilhéus reitera o seu compromisso com a legalidade e com o respeito às leis, baseado nos princípios da ética, da transparência e do senso de justiça.
Ilhéus, 21 de Setembro de 2017.

CARRO E CAMINHÃO BAÚ COLIDEM NA ILHÉUS-ITABUNA


Do Tabuleiro 

Um grave acidente aconteceu na tarde desta quinta-feira (21) por volta das 15h na BR-415, BR que liga Ilhéus-Itabuna. Segundo informações do Verdinho Itabuna, um veículo de passeio colidiu com um pequeno caminhão baú. As vítimas que estavam presas nas ferragens, já foram socorridas e encaminhadas para hospital da região.

AVANÇO DO MAR NO NORTE DE ILHÉUS SE AGRAVA

Do Blog do Gusmão

Erosão

Em mensagem enviada ao Blog do Gusmão na manhã desta quarta-feira (20), um morador do São Miguel disse que o perigo do avanço do mar sobre o bairro da zona norte de Ilhéus “nunca foi tão grave”.

Segundo ele, moradores do São Miguel correm o risco de perder suas casas, se elas não “caírem nas suas cabeças” antes.

No último sábado (16), o Blog do Gusmão publicou artigo do geógrafo Roberto José sobre o assunto – leia aqui.

“JACARÉ DO VILELA” DE VOLTA À NATUREZA

Do Blog do Gusmão

De volta à natureza

Por volta das 17 horas da última segunda-feira (18), o jacaré Billy voltou à natureza com o auxílio de servidores da unidade regional do INEMA (Itabuna) e do 5º Grupamento de Bombeiros Militar.  Billy havia sido capturado cinco horas antes, no bairro Teotônio Vilela, em Ilhéus, por três bombeiros e um morador da rua José Carolino – lembre aqui.

As equipes envolvidas no resgate libertaram o réptil de um metro e meio à margem da BA-262, na altura do quilômetro dezesseis do trecho entre Ilhéus e Uruçuca. Os técnicos do INEMA escolheram uma área alagada para a soltura. A partir do local é possível chegar à Lagoa Encantada por meio da Mata Atlântica.

O final feliz de Billy se deve à sensibilidade das pessoas que ele encontrou na sua aventura urbana, como os moradores da rua José Carolino, os servidores do INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia) e os corajosos bombeiros que participaram da operação de captura.

O 5º Grupamento de Bombeiros Militar cedeu o vídeo abaixo ao Blog do Gusmão. As imagens inéditas mostram o momento em que Billy foi solto. Assista.

ILHÉUS LANÇA PROJETO DE APADRINHAMENTO AFETIVO

Da Secom/Ilhéus

A Vara de Infância e Juventude de Ilhéus lança no próximo dia 28 de setembro o Projeto de Apadrinhamento Afetivo – Afeto que Transforma Vidas, voltado a crianças e adolescentes institucionalizados. A ação é realizada conjuntamente com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, a Promotoria da Infância e Juventude e as Faculdades de Ilhéus e Madre Thais. A solenidade acontecerá às 19 horas no auditório desta última instituição.

A juíza Sandra Magali Mendonça explica que o projeto visa à estruturação de uma rede de apoio socioeducativo, capaz de proporcionar a convivência social e comunitária à crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento, em decorrência de direitos violados. As ações são desenvolvidas com crianças e adolescentes, de idades entre 8 e 17 anos, acolhidos nas Instituições de Ilhéus, com remotas possibilidades de retorno à família de origem ou adoção.

A magistrada explicou que existem três modalidades de apadrinhamento. No Afetivo, torna-se necessário que a pessoa tenha disponibilidade de tempo para estabelecer, através de atenção individualizada, uma relação que se torne referência positiva geradora de experiências gratificantes e saudáveis para o seu afilhado. Serão construídos laços de amizade, e padrinho e afilhado poderão passar finais de semana, feriados e férias juntos, até viajar.

No Apadrinhamento provedor, o padrinho pode ser pessoa natural ou jurídica, e dará suporte material ou financeiro à instituição, criança ou adolescente, com a doação de materiais escolares, vestuário, brinquedos, com o patrocínio de cursos profissionalizantes, reforço escolar, prática esportiva, idiomas ou arcando com os custos de alguma demanda especifica da instituição, da criança ou do adolescente. Já o Apadrinhamento prestador de serviços, o padrinho, por meio de ações de responsabilidade social, se cadastra para atender à instituição, às crianças e os adolescentes, prestando o serviço, conforme sua especialidade de trabalho ou habilidade.

“Nossa estimativa é que pelo menos 30 crianças e adolescentes sejam contempladas pelo projeto no município”, afirmou a juíza Sandra Magali. Podem ser padrinhos e madrinhas pessoas sem demandas judiciais e que pretendem desenvolver ações em benefício de crianças ou adolescentes acolhidos. Os interessados passarão por um processo de habilitação e serão capacitados a exercerem o papel de padrinhos. Nos dias 02 e 03 de outubro, serão realizadas oficinas de capacitação destinadas a profissionais do sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes para atuarem no Programa, sob responsabilidade do Grupo de Apoio à Convivência Familiar e Comunitária – Aconchego.

BANCO DA VITÓRIA NA LAMA

Do FRN

Lama no Banco da Vitória.

Os moradores da Rua A, no loteamento Água Santa Clara, no Banco da Vitória, entraram em contato com a redação do FR Notícias para solicitar da setor competente da prefeitura melhorias na infraestrutura, principalmente na colocação de pavimentação asfáltica e melhorias na rede de esgoto e iluminação pública.

Eles disseram que em dias de sol as residências ficam tomadas de poeira elevando o risco à saúde das pessoas, e em dias de chuva a situação é ainda pior, muita lama, buracos e esgoto a céu aberto, sem falar da dificuldade de passagem de veículos e o ir e vir dos moradores.

Estamos na esperança e confiamos que o prefeito Mário Alexandre mandará a sua equipe o mais breve possível, para atender as demandas da comunidade. Infelizmente, nos últimos 15 anos fomos abandonados pelos ex-gestores, que bateram em nossas portas, pediram nosso voto, e depois deram as costas. Tenho certeza que dias melhores virão para o Banco da Vitória“, relatou um moradora.

TRANSPORTE DE ILHÉUS É “IRRACIONAL E DESCONECTADO”, AFIRMA ESPECIALISTA

Da Secom/Ilhéus

Ônibus quebrado é um dos reflexos do sistema irracional.

Um detalhado estudo sobre as deficiências do sistema de transporte coletivo de Ilhéus e um programa de mudanças que signifiquem mais conectividade, mobilidade e confiabilidade do sistema junto aos usuários foram apresentados hoje (20) ao prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, pelo consultor Marcos Nerbass. Trata-se da primeira etapa do estudo, identificado como o Planejamento Estratégico, devendo avançar nos próximos meses para os planejamentos Tático e Operacional.

O trabalho é resultado de uma reivindicação feita pelo prefeito às empresas detentoras da concessão em Ilhéus, que contrataram o consultor, diante das críticas feitas pela população, insatisfeita com o serviço. O engenheiro Nerbass conheceu in loco o funcionamento do sistema de transporte público de Ilhéus e, durante quatro meses, definiu o serviço como “irracional, desconectado e com graves problemas”, apesar de uma “cobertura boa e acessibilidade ruim”.

Singularidades – Especialista do tema há quase 30 anos, o engenheiro Marcos Nerbass foi secretário de Planejamento de Lages (SC) e já atuou como consultor em municípios como São Paulo, Ribeirão Preto, Bauru, Florianópolis, Blumenau, Brasília e Região Metropolitana de Curitiba. Ele apresentou um conceito de sistema que define como eficiente para Ilhéus, inclusive com a criação de uma Estação de Transbordo em substituição do Terminal Urbano, mas assegura que cada local tem suas especificidades que precisam ser respeitadas nas próximas etapas do planejamento.

Hoje em Ilhéus o sistema atende diariamente a 38 mil usuários na zona urbana e seis mil na zona rural. A frota de 120 veículos, no entanto, é usada de forma desordenada, com fortes impactos negativos na prestação do serviço. “É preciso conectar a cidade. Não pode continuar a acontecer como, por exemplo, no Teotônio Vilela, quatro ônibus juntos saindo num mesmo horário, e depois uma hora de espera para a chegada de outros”, criticou. “Tem que haver regularidade, bom serviço e pontualidade”, completou.

Representativa – Para a apresentação, o prefeito Mário Alexandre convidou representantes do Sindicato dos Rodoviários, Câmara de Vereadores, Superintendência de Transporte e Trânsito (Sutran), Sindicato dos Agentes de Trânsito da Bahia (Sindatran), secretários municipais, empresas Viametro e São Miguel. “Estamos estabelecendo esse novo diálogo, ouvindo todos os setores envolvidos, para que o sistema seja benéfico e de qualidade para quem efetivamente paga por isso e hoje não conta com um serviço de qualidade”, destacou.

Parceria – O consultor e engenheiro Marcos Nerbass disse que as ações previstas no projeto dependem diretamente do governo municipal e das empresas. “A mobilidade está associada à facilidade de deslocamento das pessoas para acessar as diversas atividades. Por isso depende principalmente da infraestrutura viária, do sistema de circulação de trânsito e do transporte público”.  Daí, segundo o técnico, é necessário contemplar no planejamento da cidade dois importantes aspectos que afetam diretamente a qualidade de vida da população: acessibilidade e mobilidade.

“Incentivar e incrementar a utilização do transporte público como forma de desafogar o trânsito são os desafios que precisam ser enfrentados tanto pelos gestores públicos quanto pelos operadores do sistema urbano”, reforçou o engenheiro.

Estiveram presentes à apresentação, os secretários municipais Hermano Fahning (Infraestrutura, Transporte e Trânsito), Alisson Mendonça (Governo), Sérgio Souza (Relações Institucionais), Alcides Kruschewsky (Comunicação Social) e Angelito Dias (Agricultura e Pesca), o vereador Erivelton Nascimento (Eri Bar), o diretor da Sutran, Gilson Nascimento; empresários; Gustavo Santana (presidente do Sindicato dos Rodoviários) e Valério Bonfim (presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito do Estado da Bahia).



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