Mozart aparenta não gostar de transparência.

Ator, humorista e cinegrafista, o ilheense Ruy Penalva passou por uma situação constrangedora e que ele mesmo definiu como assédio.

Em suas redes sociais, Penalva contou que nessa segunda-feira, dia 23, foi contratado para gravar a reunião ordinária do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Ilhéus. São nessas reuniões que os conselheiros, a maioria indicada pelo governo municipal, autorizam ou vetam obras que podem ter potencial de danos ao meio ambiente.

Ao instalar seu equipamento, Penalva afirma ter sido abordado pelo presidente do Conselho, Mozart Aragão, que também é secretário municipal de meio ambiente. A ordem foi muito clara: não pode gravar e tornar pública uma audiência pública.

De acordo com o profissional, o secretário, do alto de sua arrogância, teria tomado o equipamento de suas mãos, para evitar a gravação.

Após algumas ligações e com o endosso de outros conselheiros, a gravação foi liberada e o equipamento devolvido ao cinegrafista.

As perguntas que restam são: que tipo de servidor público tem gerido a coisa pública em Ilhéus? Quantos atos ilegais como esses são praticados por servidores que deveriam prezar pela transparência? Cadê o respeito pelo trabalho dos outros? O prefeito Mário Alexandre e o secretário Mozart Aragão vão se desculpar publicamente por esse ato?