Do Tabuleiro

Avenida Soares Lopes

A redação do programa O Tabuleiro, Ilhéus FM 105.9 recebeu um texto de um ouvinte que pontua as questões do Calçadão e mobilidade da Avenida Soares Lopes, alterada com a construção da ponte Jorge Amado. O Arquiteto Anselmo Galvão Passos sinaliza possíveis problemas que poderão se tornar graves no trafego daquela área e elenca alternativas para o planejamento.

“Ouvi os comentários sobre o estado lastimável do calçadão da Av. Soares Lopes, obrigando os pedestres a utilizarem a faixa de rolamento. Concordo plenamente, o calçadão precisa ser reformado, restaurando-se o pavimento de pedras portuguesas com qualidade e adequando-o à prática de esportes, implantando uma boa ciclovia (e não ciclofaixas improvisadas como estão implantando no Malhado e na Barra, que causam mais problemas do que resolvem).

A sinalização horizontal e vertical de Ilhéus estão um mangue, a sinalização semafórica da cidade está um mangue, o estacionamento em Ilhéus está um mangue, o trânsito de Ilhéus está um mangue. Daria um jornal inteiro se fôssemos listar todos os erros, descuidos e defeitos, mas alguns são gritantes.

Exemplos dos desleixos encontram-se na Av. Soares Lopes:

A entrada da nova ponte, na altura da catedral, está até bem resolvida, ligaram o canteiro triangular da nova via ao canteiro central da Soares Lopes. Mas deviam ter feito o mesmo na saída. A Av. Soares Lopes deixou de ser de via coletora e passou a ser via arterial, e assim precisa ser tratada de agora por diante. Desta forma, no meu entendimento, algumas coisas importantíssimas precisam ser feitas urgentemente.

Dentre elas, a instalação de uma faixa elevada (como aquela recentemente instalada nas imediações da Praça Cel. Pessoa) ligando a Praça Castro Alves (Praça da Irene) ao calçadão do outro lado da via. Possivelmente uma outra faixa em frente ao colégio São Jorge, eliminado desta forma, aquele radar de 40km/h ou adequando-o à nova realidade da via com sua velocidade ajustada para 60Km/h (neste caso, relocando-o para outro ponto em que se faça necessário).

Pelo menos alguns dos retornos no canteiro central da via precisam ser fechados pois já não tem geometria adequada para sua nova função e acabam sendo mal usados. Cito especialmente os existentes nas imediações da saída da ponte, como aquele na altura da Praça Rui Barbosa. O canteiro triangular da saída da ponte precisa avançar até alcançar o canteiro central da Soares Lopes (assim como foi feito na entrada) e a perna da avenida que virou estacionamento precisa ser resolvido, ter acessos decentes. Com relação a este estacionamento, não sei se há projeto para aquilo ali, mas acredito que uma solução definitiva passaria pela sua eliminação e transformação em calçadão com a criação de uma terceira faixa na Soares Lopes naquele trecho e relocação do canteiro central. Mas enquanto não se faz isto é preciso resolver melhor seus acessos.

Saindo da Soares Lopes, mas ainda relacionado com ela, a saída que preparam para a Avenida Osvaldo Cruz também é deficiente e perigosa. O retorno, feito apenas com sinalização horizontal não tem geometria adequada, os carros saem desprotegidos na outra perna da avenida e  falta sinalização horizontal e vertical adequadas também no entroncamento da Av. Osvaldo Cruz. Já a saída que a maioria acaba usando pois tem uma geometria melhor, existente no “nó viário” do inicio da Av. Petrobrás, está ficando cada vez pior. Precisa de uma reforma total naquilo ali para dar resposta ao incremento de fluxo oriundo da Av. Soares Lopes, que a nova ponte trouxe.

Vale lembrar que, logo adiante em direção à Cidade Nova existe um “X”, para o qual também nada foi feito. A prefeitura fez pouco ou quase nada para mitigar os efeitos colaterais da nova ponte, e hoje, a única via da cidade onde dá para se trafegar com tranquilidade, por mais incrível que pareça, é justamente a ponte”.