Ilhéus tem representante no Conselho Estadual de Cultura. A novidade veio com a divulgação do resultado da eleição de novos membros para o período de 2020 a 2023. Neste contexto, o município celebra não apenas a conquista de um ilheense no conselho, mas o fato do representante eleito, Marcolino Vinicius Vieira, ter sido alçado à função como o primeiro jovem negro de periferia da história de ilhéus, um indicativo da credibilidade que a cultura jovem de Ilhéus tem alcançado a nível estadual.

Marcolino ficou na lista de candidatos aprovados para Membro do Conselho Estadual de Cultura, oriundos da sociedade civil para as vagas de Territórios de Identidade para o período de 2020 a 2023, obedecendo, o disposto no § 2º do Art. 13 da portaria nº 030, de 13 de março de 2020 da Secretária de Cultura do Estado da Bahia – SECULT/BA.

Esse resultado representa a força da cultura Juvenil e Negra do território do Sul da Bahia. Mais recursos e oportunidades de políticas culturais poderão chegar com alguém da região de ilhéus com voz dentro das reuniões do conselho estadual de cultura. Marcolino mostra a força e o respeito que tem na comunidade cultural baiana. A cultura do sul da bahia ganha muito.

Com a eleição de Marcolino Poeta, como Conselheiro de Cultura Estadual, ilhéus e região está bem representada. Marcolino Vinicius Vieira é poeta de busu e metrô em Salvador, bacharelando em humanidades pela Universidade Federal Internacionalista Afro-Brasileira (UNILAB), graduando em gestão pública pela universidade salvador, líder do movimento reúne ilhéus em 2013, fundou junto a outros jovens o Coletivo de Juventude Negra em 2014, pessoas antirracistas que organizaram diversas atividades como o primeiro Seminário Municipal da Juventude Negra (SEMUJUNE) na câmara de Vereadores, a Conferência Municipal de Juventude elegendo delegados e delegadas Jovens para a etapa estadual e nacional no colégio CEEP e o primeiro Festival das Juventudes de Ilhéus no Teatro Municipal na rua Jorge Amado com apoio da Secretaria Municipal de Cultura na gestão de Pawlo Cidade. O Coletivo de Juventude Negra coordena junto com Marcolino as BibliotecAfro e EscolAfro com ações na Escola SESI do sistema FIEB, em escola no distrito e na periferia do Nelson Costa, desenvolvendo trabalhos na preservação, manutenção e divulgação da cultura afro-brasileira, com grande engajamento na promoção de ações culturais. A Bibliotecafro e Escolafro também é referência na aplicação da lei federal 10.639, que determina a introdução de temas ligados à cultura afro nas unidades de ensino, bem como no compromisso com a igualdade racial em ilhéus.

O Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC) é um órgão colegiado do Sistema Estadual de Cultura. Criado em 1967, sua finalidade é contribuir na formulação da política estadual de cultura. Seguindo os parâmetros da Lei Orgânica da Cultura (12.365/11), o órgão é composto hoje por 30 conselheiros e conselheiras, todos com seus respectivos suplentes. Dois terços dos integrantes foram eleitos como representantes dos territórios de identidade cultural e dos segmentos e fazeres culturais. O outro um terço é composto por membros indicados pelo poder público. É o primeiro conselho, no Brasil, a inserir em seu quadro agentes culturais da sociedade civil escolhidos após amplo processo eleitoral.