Marão não gosta de comprar em Ilhéus.

Depois de referendar a nada insuspeita compra de quase 500 mil reais em álcool de uma birosca que está em funcionamento há apenas 4 meses, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, se prepara para gastar mais 3,2 milhões de reais que foram destinados pelo governo federal para o município reforçar o combate ao novo coronavírus.

O recurso, emergencial, poderá ser gasto como Marão quiser, desde que seja na saúde, mas sem precisar de licitação para isso. Em tempos de crise, a contratação direta é usada com o objetivo de acelerar o processo.

A compra do álcool em gel da empresa de Coaraci, que já foi defendida pelo setor jurídico do município como legítima, tem tudo para não ser a última de Marão naquela cidade.

Com 29 casos confirmados até esse sábado (11 de março), o sistema público de saúde de Ilhéus – que nunca atendeu decentemente a comunidade, pode viver dias de estresse. A secretaria estadual de Saúde já classifica a região sul da Bahia como tendo um surto da doença.

Para frear isso, além de isolamento social e amparo aos menos favorecidos, é preciso seriedade dos gestores na aplicação dos recursos.

Seria bom, por exemplo, a prefeitura disponibilizar todo o processo de compra do álcool em gel, assim, poderíamos atestar se os orçamentos perdedores existiram de fato.