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:: 8/abr/2019 . 9:01

POLÍCIA PRENDE ACUSADO DE ESTUPRAR NOVE MENINAS EM ILHÉUS; ELE NEGA

Do Pimenta

Preso.

A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (5), em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia, o homem acusado de estuprar nove meninas em Ilhéus. Uadson Lima de Souza, de 30 anos, foi detido horas depois de matéria publicada no PIMENTA, na tarde de hoje, e disse desconhecer a existência de mandado de prisão preventiva em aberto no município do sul da Bahia. De acordo com a polícia,  o homem também negou a autoria dos crimes.

A prisão de Uadson Lima foi determinado pela então titular da 1ª Vara Crime da Comarca de Ilhéus Emanuele Vita Leite Armede, depois que a Polícia Civil de Ilhéus concluiu inquérito indiciando o jovem por maus-tratos e graves ameaças contra meninas que, na época dos crimes, tinham entre 10 e 17 anos.

Na tarde de sexta-feira uma pessoa enviou e-mail para redação do PIMENTA  dizendo-se familiar de Uadson Lima e informando um número de telefone para contato. Várias tentativas foram feitas, mas as ligações não foram atendidas.  O contato foi tentado também por aplicativo e, no início da noite, a pessoa disse que manteria contato para repassar a versão de Uadson Lima.

Ele disse que a história é longa, mas alegou que Uadson Lima é vítima de “perseguição e armação porque realizava um trabalho social que estava incomodando muita gente poderosa aqui em Ilhéus, que poderia estar ajudando e não orientando estas menores a aniquilar ações sociais que visavam dar uma qualidade de vida. Espero que os senhores procurem os familiares dele ou o próprio para poder ouvi-lo, asseguro-lhes que os senhores ficarão surpresos com a verdadeira versão dos fatos”. O PIMENTA não conseguiu falar com o advogado do acusado.

ILHÉUS: HOMOLOGADA LICITAÇÃO DA VILA GASTRONÔMICA DE BANCO DA VITÓRIA

Da Secom/Ilhéus

Projeto

Mais um importante passo foi dado para a implantação da Vila Gastronômica Banco da Vitória, com a publicação do resultado da licitação no Diário Oficial do Estado. A tomada de preço, no valor de R$733 mil, foi vencida pela empresa FCE Engenharia Eireli, que iniciará a execução dos serviços logo após a assinatura da ordem de serviço pelo Governo do Estado e Prefeitura de Ilhéus.

O prefeito Mário Alexandre (Marão) considera o projeto uma vitória para a cidade. A Vila Gastronômica é projeto que, há mais de 15 anos, teima. Não sair do papel. “Aquela é uma região que sempre foi esquecida, mas foi se tornando naturalmente um centro de gastronomia. Ninguém nunca se preocupou em organizar a situação, agora vamos requalificar, pavimentar, iluminar, melhorar a segurança e o acesso dos cidadãos, com a modernização de um equipamento histórico”, comemora Marão.

O projeto tem como base uma emenda parlamentar da deputada federal Lídice da Mata. Os recursos já estavam quase perdidos, quando foram resgatados, em 2017, no início da atual gestão, com apoio do governador Rui Costa, e direcionado para o Governo do Estado, através da Secretaria Turismo do Estado (Setur-Ba). Por se tratar de uma área de rodovia, a obra será executada pela Superintendência de Infraestrutura e Transportes (SIT), vinculada à Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seintra).

Segundo o secretário de Serviços Urbanos de Ilhéus, Hermano Fahning, técnicos da Prefeitura deram todo o apoio técnico ao Governo do Estado. “Elaboramos o projeto executivo, enviamos e acompanhamos os trâmites do junto ao setor de engenharia da Caixa Econômica e vamos acompanhar a obra até a conclusão”.

O projeto da Vila Gastronômica Banco da Vitória prevê a urbanização da área adjacente à rodovia, com calçamento dos acostamentos, estacionamentos, arborização, paisagismo, iluminação especial com pórticos, sinalização e comunicação visual.

PORTO DE ILHÉUS É ESCANTEADO PELA CODEBA, AFIRMA EX-GERENTE

Albagli

A Codeba considera o Porto Internacional de Ilhéus como “patinho feio”. A conclusão é do membro do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Ilhéus e ex-gerente do terminal, Isaac Albagli. Do período em que esteve à frente do equipamento, no fim do governo Temer, e inicio do atual, Albagli levou a impressão de que a estrutura não recebe a atenção devida.

Bem localizado, “no meio do litoral brasileiro”, o porto de Ilhéus poderia escoar toda soja do oeste baiano, a celulose do extremo-sul, o minério de Minas Gerais e de outras regiões, além de receber com conforto os milhares de turistas que passam por aqui todo verão. Sofre, porém, com equipamentos quebrados, número pequeno de funcionários, falta de dragagem do canal de acesso e bacia de evolução com promessas de melhorias que surgem e desaparecem na mesma velocidade.

Albagli foi vereador, secretário municipal em varias gestões e presidente da Bahia Pesca, estatal ligada ao governo do Estado da Bahia.

Confira abaixo a entrevista.

O senhor, em entrevista a uma rádio local passou a informação de que a licença ambiental para dragagem de manutenção do Porto de Ilhéus já teria sido liberada. Mas o serviço não aconteceu. Essa licença já está perdida?

Contextualizando, o porto de Ilhéus, como qualquer porto, depende da atração de cargas para se desenvolver. Para ter trabalho, gerar renda, desenvolvimento, ele é dependente de cargas. E, para isso, é preciso que os navios tenham acessibilidade, ou seja, é fundamental a dragagem do canal de acesso e bacia de evolução. Vocês devem estar cansados de ouvir, em toda visita que um presidente da Codeba faz a Ilhéus, anunciam de que vai haver dragagem, mas que nunca se concretiza. Por que isso? Porque consideravam – digo no passado, pois hoje há uma gestão técnica, com olhar diferente – o Porto de Ilhéus como “patinho feio” da Codeba. A atenção se resumia aos portos de Salvador e Aratú, em Candeias. Quando fui nomeado gerente do porto, mesmo que por pouco período, afirmei que me dedicaria o tempo que fosse, e foi somente 21 dias, para conhecer o funcionamento do porto e mapear suas deficiências, o que pouca gente em Ilhéus conhece.

É preciso mesmo estar lá dentro pra saber?

Só quem conhece é quem está lá dentro, quem trabalha, quem é expert no assunto. Fora disso, ninguém sabe. Eu não vou chamar de caixa preta, porque não é proposital. Isso ocorre porque é um assunto complexo e quem está lá dentro tem seus interesses naturais e acaba cruzando os braços e deixando a coisa fluir. Então, como está, está bom. Mas a verdade é que o Porto de Ilhéus pode, sim, crescer muito e voltar à pujança que foi no passado.

De onde vem essa convicção?

Nosso porto é muito bem localizado, está no centro do litoral brasileiro. Pode atrair, por exemplo, cargas que vêm do norte de Minas, do Tocantins, o minério, o próprio eucalipto do extremo sul da Bahia, a soja, que foi desviada pra Salvador. Esse caso da soja que vem da região Oeste da Bahia até Ilhéus é emblemático. O porto de Ilhéus é muito mais perto do que para Salvador, o que reduziria custo do frete. Porém, nosso equipamento não dá condição. Só exportam a soja por aqui quando há problema em Salvador. Aí chegam alguns caminhões, causam tumulto na cidade e depois somem, não é um embarque permanente. Então, é importante atrair carga permanente, mas sem dragagem não é possível, porque o canal de acesso só tem homologado 8,30 metros de calado. No meio do canal tem 9,00 metros, mas nas laterais o calado é menor. Há dois tipos de dragagem, a de manutenção e de aprofundamento.  Esta seria a ideal, mas custa muito mais caro e depende do Plano Nacional de Dragagem, uma coisa que vem lá do Ministério da Infraestrutura e gira em torno de 90, 100 milhões de reais. Mas a dragagem de manutenção é barata, relativamente, para os padrões da Codeba, girando em torno de 5 milhões.

O senhor ainda não respondeu sobre a Licença Ambientral…

… respondendo a sua pergunta, a respeito da Licença Ambiental para essa dragagem de manutenção, que anunciam todo ano, ela foi concedida em 2013 pelo Ibama. Mas, de lá pra cá, não fizeram o serviço, lá se vão seis anos. Falta saber se a licença foi perdida ou renovada, já que tinha validade de dois anos. Se prorrogaram, menos mal, mas é possível que tenham perdido essa oportunidade. E conseguir uma licença ambiental no Ibama é um verdadeiro parto. Então, é um descaso com nosso porto. Em junho do ano passado, Ilhéus conseguiu a Licença de Operação e para funcionar o porto, pra ter essa licença, precisa da dragagem. É obrigação, é condicionante. Agora saiu a notícia de que o Porto de Ilhéus terá a dragagem de aprofundamento, um investimento de 90 milhões de reais. Mas anote essa data e vamos conversar daqui a um ano.

Esse anúncio de dragagem já foi feito várias vezes.

Sim, várias vezes. Já perdi a conta das vezes que ouvimos o anúncio de que a dragagem iria começar.

O senhor colocou que esporadicamente há embarque da soja, que em princípio sairia por Salvador, sendo feito aqui. Então, o nosso porto tem capacidade para tal operação. Seria essa preferência pela capital um interesse de grupos econômicos, ou a tarifa cobrada lá é mais competitiva que aqui?

Olha, as tarifas são competitivas de um porto para outro. Evidente que, como o porto em que está sendo feito o embarque é privado, lá no Moinho Dias Branco, em Salvador, certamente tem algum interesse privado no meio. Mas eles alegam sempre a falta de estrutura do porto de Ilhéus. O tombador não funciona a contento, precisa de manutenção, assim como o guindaste. Até foi iniciada a manutenção, feita por funcionários da Codeba, mas que não conseguem ainda dar conta daquela estrutura enorme. Precisa de pessoal na guarda portuária, são somente 15 guardas hoje na ativa, que carece de treinamento, capacitação em defesa pessoal, primeiros socorros, legislação, etc. Até o pórtico de entrada precisa de manutenção, pois vai acabar caindo e pode causar um acidente com um funcionário, machucar um turista. Ninguém da sede da Codeba observa isso, apesar dos alertas. A equipe da Codeba em Ilhéus é excelente. Servidores abnegados como Adelísio, Astor, China, Gildásio, Gilson, Bacil, Bode, Aquino e tantos outros, são apaixonados pelo porto e certamente sentem o descaso, embora nada possam fazer. Chegamos ao ponto de perdermos os práticos do porto, hoje vinculados a Salvador. Se eles ficassem vinculados a Ilhéus, correriam o risco de terem suas credenciais cassadas por falta de “horas de praticagem”. Essa foi a informação passada. Você vê o moinho, que já era pra estar em funcionamento. Fizeram uma licitação e colocaram o preço por metro quadrado com um valor absurdo, altíssimo, parecendo que foi feito pra inviabilizar o retorno das atividades. Então nós vamos ficar sujeitos a isso a vida toda?

 

Clique aqui e leia a íntegra da entrevista.



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