Do Pimenta

Panorâmica de Ilhéus – Foto Clodoaldo Ribeiro

Itabuna e Ilhéus estão entre as localidades baianas que mais perderam empregos com carteira assinada no primeiro quadrimestre deste ano. Foram eliminadas 611 vagas nos dois municípios do sul da Bahia, sendo que o comércio foi o setor da economia com maior prejuízo, com a eliminação de 348 postos de trabalho com carteira assinada, no período de janeiro a abril.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, em  Itabuna foram registradas 2.957 contratações e 3.331 demissões, o que resultou em saldo negativo de 374 vagas com carteira assinada. Somente no comércio foram perdidos 253 postos de trabalho no primeiro quadrimestre do ano.

Serviços (-60), agropecuária (-55), construção civil (-44) e serviço industrial de utilidade pública (-17) são outros setores da economia itabunense que ficaram no vermelho.  A situação no foi pior porque em abril, o setor de serviços demonstrou reação, com saldo de 92 vagas. No mês passado, o saldo de empregos em Itabuna foi exatamente de 92 postos com carteira assinada.

ILHÉUS E EXTREMO SUL

Já em Ilhéus, o saldo ficou negativo em 9 vagas em abril. No acumulado do quadrimestre, as empresas instaladas no município eliminaram 237 vagas, das quais 95 no comércio. Houve perdas também nos setores de serviços (-61), indústria de transformação (-41) e agropecuária (-31).

No extremo sul, em Eunápolis o cenário foi diferente, com saldo de 242 vagas. Os destaques foram os setores da agropecuária (183), serviços (71) e indústria de transformação (62). O resultado ruim foi registrado no comércio, que perdeu 74 vagas.  Em Teixeira de Freitas, o resultado foi ainda melhor, com 2.989 contratações e 2.607 demissões, o que gerou saldo de 382 empregos.

Os melhores desempenhos foram dos setores de serviços (237) e agropecuária (163). Já o comércio eliminou 63 vagas no primeiro quadrimestre. Ainda no extremo sul do estado, os resultados foram ruins em Porto Seguro, que perdeu 557 vagas com carteira assinada. Os setores com os piores resultados foram serviços (-437),  comércio (-106) e construção civil (-77), enquanto que na agropecuária foram criados 66 empregos formais nos quatro primeiros meses do ano.