Do Pimenta

Ilhéus.

A partir desta quinta-feira (26), começa a funcionar na Bahia o serviço de internação domiciliar 24 horas pelo SUS.  Cerca de 350 pacientes em Ilhéus, Jequié, Vitória da Conquista,  Guanambi, Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana serão os primeiros atendidos por meio do programa “Cuidar em Casa”, que está sendo implantado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

De acordo com a Sesab, nas próximas semanas o serviço será expandido para Alagoinhas, Itabuna, Itacaré, Santo Antônio de Jesus, Barreiras, Itapetinga, Poções, Itambé, São Félix do Coribe e Luís Eduardo Magalhães. “Este é um serviço inovador. A previsão é que em até seis meses todas as 28 regiões de saúde estejam operacionais”, informa o secretário Fábio Vilas-Boas.

Serão investidos, anualmente, cerca de R$ 26,6 milhões para execução dos serviços de saúde no domicílio, que inclui ainda assistência ventilatória domiciliar. A internação domiciliar 24h amplia o modelo que vinha sendo adotado até então, que oferecia apenas atendimentos pontuais de médicos, fisioterapia e enfermagem, passando a garantir a assistência integral 24h por dia em casa.

MAIS SERVIÇOS

O programa contempla ainda a oxigenoterapia domiciliar para pacientes cronicamente dependentes de oxigênio ou de ventilação mecânica. De acordo com o Governo do Estado, a nova modalidade será responsável pela desospitalização direta e imediata de centenas de pacientes, atualmente ocupando leitos hospitalares em todo o estado, possibilitando ampliar o giro dos leitos, com a consequente ampliação da oferta de vagas para a Central Estadual de Regulação.

O governo informou ainda que os pacientes serão assistidos em casa por equipes multidisciplinares, formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e assistentes sociais, e também fonoaudiólogos, nutricionistas, odontólogos, psicólogos, farmacêuticos e terapeutas ocupacionais.

Eles terão garantido um conjunto de ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação, paliação (cuidados paliativos) e promoção à saúde, garantindo a continuidade da assistência.

Para ter acesso ao programa, os pacientes devem estar internados em unidades hospitalares da rede estadual, sem perspectiva de alta em 30 dias. A família, por sua vez, precisa preencher alguns critérios sociais, incluindo condições da habitação e disponibilidade de acompanhantes.