Cacau

Nesta semana, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu o registro de in dicação de procedência de amêndoa de cacau como produto de origem da Região Sul da Bahia (uma área geográfica que envolve 83 municípios). “A Indicação Geográfica (IG) é uma proteção de uso exclusivo de quem produz um bem ou um serviço; no caso do Sul da Bahia, dos cacauicultores que produzem cacau historicamente naquela região, então esse cacau está protegido”, explica o pesquisador do Instituto Federal Baiano (IF Baiano) – Campus Uruçuca, professor Durval Libânio.

Esse resultado positivo, concedido à Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia e intermediado pelo Instituto Federal Baiano (IF Baiano), é fruto de um trabalho realizado por várias instituições (inclusive de pesquisa) relacionadas à cultura do cacau. “Somente agora os 83 municípios vão poder usar o conceito Sul da Bahia com toda sua História, sua riqueza, das histórias de Jorge Amado, do cacau-cabruca (forma de plantio de cacauais que utiliza as árvores da Mata Atlântica)… A IG não se cria, se reconhece, é um produto que tem fama e origem”, destaca Libânio.

“Com a Indicação Geográfica, você tem todo um processo de padronização, de garantia de qualidade, para o consumidor. Somos a segunda IG da Bahia (a primeira foi a cachaça de Abaíra), a maior em área territorial (83 municípios). Um fato histórico e, para o IF Baiano, de extrema importância porque nossos Institutos Federais têm essa perspectiva de trabalhar Pesquisa com a ciência aplicada em dados concretos para a sociedade”, finaliza o professor.