Do Jornal A Região

Nesta semana músicos de Ilhéus foram à Câmara de Ilhéus para discutir a forma como a fiscalização da Prefeitura vem atuando nos bares e restaurantes com música ao vivo.

Segundo os músicos, o índice de apreensão de equipamentos tem sido alto, fora do normal, e é necessário que alguma providência seja tomada para evitar o fim da noite ilheense.

Ratinho Menezes, músico e produtor musical, revela preocupação. “Os músicos estão saindo prejudicados e os órgãos responsáveis não abrem nenhum tipo de diálogo, não tem parceria”.

“Vai chegar uma hora em que os músicos não vão mais poder tocar em Ilhéus. A fiscalização está sendo feita muito arbitrariamente, sem dar chance de negociação ou defesa. Caso a gente abra a boca, eles consideram desacato”.

O cantor Nado também se mostrou apreensivo. “Não queremos ir contra a lei, mas esta medida está nos impedindo de trabalhar. Música não é baderna, farra. É trabalho e acho que falta bom senso por parte dos órgãos”.

“Para executar um evento completamente dentro da lei, hoje em dia é preciso uma autorização que só é concedida na Polícia Federal. Isso precisa ser melhor regulamentado”.

“Além disso, as denúncias contra as festas não são apuradas. Chegam sem aparelho para medir decibéis, apreendem o som, acabam com a festa e não investigam de onde partiu a denúncia, se há fundamento”.