Cacau sendo embarcado no porto de Ilhéus. Foto Luiza Alves

Publicado nesta semana, o VII Boletim de Conjuntura Econômica e Social, elaborado pelo Departamento de Economia da Uesc, traz números que revelam a grandeza da cultura do cacau no sul da Bahia, em especial em Ilhéus.

Os números constantes no boletim revelam que, somente no último trimestre de 2016, Ilhéus exportou 53,9 milhões de reais advindos do cacau e seus produtos. Apesar do alto valor, no mesmo período, a cidade importou 30,7 milhões relativos à amêndoa.

Importações e exportações movimentam a produção local da amêndoa e seu processamento por grandes empresas, como a Cargil, Nestlé e Olam, que produzem chocolate para a indústria final e achocolatado, por exemplo. O relatório observa que essa é a principal atividade de comércio exterior da região, responsável por mais de 90% desse tipo de receita.

Chama a atenção ainda para a subvalorização do produto, que tem  valor agregado quase nenhum. Esse cenário poderia mudar, por exemplo, se a produção de chocolate fino fosse impulsionada na região. Daí, em vez de exportar somente a amêndoa, de baixo custo, venderia para fora um produto de alto valor, considerado gourmet.