Do Pimenta 

O papel e a importância socioambiental e econômica do Instituto da Biofábrica de Cacau para a Bahia foram debatidos em audiência pública presidida pelo coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Marcelino Galo (PT), neste final de semana, no parque da Biofábrica, em Banco do Pedro, Ilhéus.

“A Biofábrica tem papel fundamental no reflorestamento, no diálogo e fortalecimento da agricultura familiar, na diversificação agrícola e agroindustriais no estado, além de auxiliar em programas ambientais em diversos ecossistemas encontrados na Bahia”, considerou Galo, que também é vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa.
A Biofábrica já entregou mais de 40 mil mudas de mandioca desde o início de ano para associações rurais na Bahia. No parque do instituto são produzidas mudas de outras frutas, além do cacau, entre elas banana, abacaxi, graviola, cupuaçu, açaí e goiaba. São produzidos ainda 26 cultivares de mandioca, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de mudas de essências florestais, a exemplo do cedro, pau brasil e ipê.
A Biofábrica é constituída por 50 hectares de jardins clonais, quatro hectares ocupados com 20 viveiros, com capacidade para 4,4 milhões de mudas, por ciclo, e um laboratório de micropropagação vegetal. construído em uma área de 546,11 metros quadrados.
O evento reuniu a comunidade interessada no fortalecimento da Biofábrica, como técnicos, agrônomos e agricultores, movimentos sociais e secretários de Agricultura e Meio Ambiente de Cícero Dantas, Santa Bárbara, Cruz das Almas, São Sebastião do Passé e Santa Luzia, com a participação do prefeito Antônio Guilherme, presidente do Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica. O Instituto da Biofábrica de Cacau trabalha na produção de mudas fundamentais para o fortalecimento da agricultura familiar e também desenvolve projetos de restauração de matas ciliares.